
“Pessoas que tem cunho e interesse político e é oposição à administração colocam em redes sociais o que não é a realidade”. (Foto: Facebook da Prefeitura de Campo Belo)
O reajuste salarial concedido aos servidores municipais de Campo Belo (MG) gerou muita polêmica. O Projeto de Lei 01/2017 do Prefeito Dr. Alisson de Assis Carvalho encaminhado à Câmara de Vereadores propôs um reajuste de 6.5% para os servidores de todos os níveis e 48% para cargos comissionados. Justamente esta classe que causou controvérsia. Segundo Saulo Lasmar, a proposta foi aprovada por unanimidade pelo Legislativo, que antes teve a avaliação da Assessora Jurídica da Casa, Dra. Daneille Bastos Correa Belchior e do Dr. Hugo Godim (Assessor Jurídico do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) e ambos foram favoráveis à Proposição. Saulo ainda completou que a informação tem sido distorcida e o salário base para assessores com curso superior é de R$ 3.600. A iniciativa foi necessária para adequar salários dos profissionais aos oferecidos pelo mercado de trabalho. No salário base antigo R$ 2.450, a atual administração estava encontrando dificuldades para contratar profissionais qualificados.

Segundo o Assessor, a Proposição foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Vereadores. E teve o parecer de advogados de dois órgãos (Sindicato e da Casa Legislativa). (Foto: Facebook da Câmara)
O Assessor também lembrou que em administrações anteriores ganhava-se 30% sobre hora extra e este benefício foi cortado.
Para Saulo, que é Assessor de Governo, a informação repassada à população está distorcida. “Às vezes não levam a informação correta. Pessoas que tem cunho e interesse político e é oposição à administração colocam em redes sociais o que não é a realidade”, explicou Lasmar.
Ele acrescentou que o reajuste de 48% foi reconhecido pelo Sindicato Público e o advogado do Sindicato. “Dr Hugo Godim participou da reunião da Câmara e disse que era legal e pertinente à Proposta. Ainda teve a aprovação do Legislativo (unanimidade). O próprio Legislativo reconheceu que o salário dos assessores estavam defasados. O subsídio era R$ 2.450. Com este valor dr. Alisson estava tendo dificuldade em encontrar profissionais qualificados para trabalharem no município. O salário foi para R$ 3.600 (salário base de um assessor)”, ilustrou.
Segundo Saulo, a lei já existia em administrações anteriores. “Esta gratificação já foi usada por antecessores. Ela é estipulada de 20 a 60%, de acordo com o desempenho de cada assessor. As informações que têm sido divulgadas em redes sociais, com cunho político, interesse de oposição, falando que assessor vai ganhar R$ 7 mil não procede. O real valor com descontos de tributos é R$ 4.634”, explicou o assessor de governo.
Ele ainda rebateu algumas informações. “Não tivemos dois reajustes. Foi 6.5% nos outros níveis e 48% para os assessores, pois não estávamos encontrando profissionais qualificados com o valor oferecido. Esta é a realidade”.
Questionado sobre a dívida herdada da administração anterior e se não seria contraditório conceder este reajuste diante da situação financeira da prefeitura apresentada pelo atual governo, ele também se manifestou. “Não é contraditório. A dívida existe, mas temos que analisar por outro ângulo. A administração continua. Pelo vencimento oferecido não conseguíamos encontrar engenheiros, advogados. Foi uma necessidade de mercado e aprovado por unanimidade pela Câmara de vereadores”.
Ainda conforme declarações do Assessor de Governo, na época da administração passada havia o salário, a gratificação 60% e a gratificação sobre curso superior. “Isso não existe mais. Fizemos um acordo entre prefeito e assessores. Os 30% que existia na antiga acabou. 30% sobre extensão de horário também foi extinta”, finalizou.
