
O diagnóstico correto demorou e idoso já não tem mais condições de sobrevivência. O último médico a atendê-lo o colocou em coma induzido para diminuir o seu sofrimento.
A família de um aposentado de 78 anos está revoltada com a maneira como o idoso foi tratado inicialmente na UPA de Campo Belo (MG). Há 20 dias, Jaime Almeida da Trindade tem um histórico de idas e vindas à Unidade de Pronto Atendimento sem um diagnóstico correto, segundo a familiares. Na quinta-feira (22/12) o idoso deu entrada na unidade mais uma vez. “Diagnóstico seria de dor muscular”. De acordo com o prontuário médico que a família teve acesso, o médico que o atendeu passou diazepan e dipirona. Na realidade, o paciente apresentou uma isquemia grave na perna esquerda, que pode leva-lo à óbito. Campo Belo não tem cirurgião vascular para o caso neste fim de semana, segundo passado à familiares. Ele está cadastrado no SUS Fácil, mas a demora no diagnóstico certo – que só veio hoje quando dr. Harley Lasmar o atendeu -, pode ser tarde demais.

No receituário que a família teve acesso, assegurado por lei, mostra a medicação: dipirona e diazepan.
A família está revoltada. Segundo Leosina Almeida, desde quinta-feira ele está internado na UPA sem diagnóstico, foi atendido outras vezes e agora receberam a notícia que abalou a família. Ainda segundo eles, fizeram raio X e disseram à família que nenhuma anormalidade fora diagnosticada, mesmo com a perna vermelha (como mostra a foto à esquerda).

A perna do idoso já apresentava problemas desde a internação, segundo a família. (foto: diariocampobelo.com)
“Na sexta, a dra. que estava de plantão tirou meu pai da sala de emergência e disse que ele estava ocupando o lugar de outro paciente. Um descaso total. Meu pai estava era morrendo. No primeiro atendimento, o médico passou diazepan e dipirona, depois de 10 tentativas para fazer o eletro. Ele chegou aqui com a pressão arterial 22/12. Muita dor na perna e disseram que era estado emocional, e por isso precisava da medicação. Depois de duas horas, a dra. Terezinha assumiu o caso, e sim, tomou as providências necessárias. Mas, ela terminou o plantão e a outra médica que a substituiu, tirou ele da emergência e o caso piorou. Quando enfermeira viu que o caso era grave, voltou meu pai pra emergência “, denunciou a filha do idoso.
Segundo ela, na manhã deste sábado (24/12) quando dr. Harley Lasmar assumiu o plantão, que a família teve um pouco de alívio. Mas também a notícia que ninguém queria ouvir. “Ele tirou meu pai do sofrimento, pois estava agonizando. Dr. Harley o intubou e nos disse que agora já é uma isquemia grave.
Se tivessem dado este diagnóstico antes, pois a perna já estava vermelha desde quinta, meu pai estaria salvo. Seria transferido e a cirurgia vascular realizada. Suspeitávamos da gravidade desde sexta. O resultado do exame realizado em Lavras fica pronto em 40, o fizeram em 20 e nos orientaram a correr com ele”, completou Leosina.
Para a família, uma irresponsabilidade que não pode ficar impune. “Temos muitos médicos bons como dr. Harley e dra. Terezinha, mas os ruins têm que sair da UPA. Lidam com vidas. Além de tudo, meu pai sofreu. É um descaso total. Tirar um homem sem condições da sala de emergência; receitar dipirona e diazepan, quando na realidade era um problema vascular”, revoltou-se.
Por lei, é um direito assegurado à família, ter acesso ao prontuário médico. Baseando-se neste princípio, os familiares do senhor Jaime tiveram acesso ao mesmo e repassou ao DIÁRIO CAMPO BELO.
Versão de um dos médicos
“Atendi o sr. Jaime na quinta- feira, com a seguinte queixa: Perda da força da perna esquerda qual iniciou há 1 hora e com nível pressórico elevadíssimo. 220/120mmhg. Estava agitado.
Ao exame clínico: tinha as forças dos membros superiores e inferiores e estavam normais. Sem déficits neurológicos focais. Estava taquicárdico (segundo familiares era portador de uma arritmia que não souberam definir). Foi então prescrito: a realização do eletrocardiograma com diazepam 1/2 ampola para diminuir a agitação para realização do mesmo. Dipirona pra dor, pois estava relatando dor nas costas. Solicitado exames de rotina e prescrito, atensina, para abaixar o nível pressórico que estava alto,propranolol para diminuir o ritmo cardíaco.
Após foi levado para a sala vermelha para realização de tomo encefálico, pois a queixa era perda da força da perna esquerda. A qual deu normal. Foi solicitado uma vaga na UTI da Santa Casa para realização de mais exames para a conclusão do diagnóstico.
Nenhum momento no atendimento, o paciente queixou dor em membro inferior esquerdo e ao exame não havia tamanha equimose! O que levantaria a suspeita de insuficiência arterial!
Passamos o plantão com paciente estável, consciente, sentindo dores na coluna e aguardando vaga na Uti, com pressão arterial: 150/90mmhg
Nenhum momento fui negligente e fizemos tudo era possível naquele momento”, se manifestou Dr. Giulio Cesare Mati.

4 Comments
Boa tarde.
Atendi o sr Jaime na quinta feira, com a seguinte queixa: Perda da força da perna esquerdas qual iniciou há 1 hora. . E com nível pressórico elevadíssimo. 220/120mmhg. Estava agitado. Ao exame clínico: tinha as forças dos membros superiores e inferiores estavam normais. Sem déficits neurológicos focais. Estava taquicárdico ( segundo familiares era portador de uma arritmia que não souberam definirFoi então prescrito: a realização do eletrocardiograma com diazepam 1/2 ampola para diminuir a agitação para realização do mesmo . Dipirona pra dor, pois estava relatando dor nas costas. Solicitado exames de rotina e prescrito,
atensina,para abaixar o nível pressórico que estava alto,, propranolol para diminuir o ritmo cardíaco.
Após foi levado para a sala vermelha para realização de tomo encefálico, pois a queixa era perda da força da perna esquerda. A qual deu normal. Foi solicitado uma vaga na Uti da Santa Casa para realização de mais exames para a conclusão do diagnóstico.
Nenhum momento no atendimento, o paciente queixou dor em membro inferior esquerdo e ao exame não havia tamanha equimose!!! O que levantaria a suspeita de insuficiência arterial!!!
Passamos o plantão com paciente estável, consciente,sentindo dores na coluna e aguardando vaga na Uti. com pressão arterial: 150/90mmhg
Nenhum momento fui negligente e fizemos tudo era possível naquele momento.
Dr. Giulio Cesare Mati
Boa tarde Kelly,senhor Jaime era uma pessoa que frequentava muito minha casa,quase na condição de familiar! Na quinta feira,dia 22/12/2016,quem estava de plantão durante o dia 7:00 as 19:00)no CTI era o Harley, verbalmente não foi pedido vaga para o paciente…Consta no pedido via SUS fácil que é de direito do paciente,familiar,ver todo protocolo,só está um pedido para clínica sem diagnóstico! A Santa Casa me respondeu, que não recebeu nenhum pedido de vaga via CTI para o senhor Jaime nesta ou nheuma outra data! Quando se pede uma vaga no CTI e e negada,está negativa tem que ser por escrita e justificada no sistema…No sistema não tem pedido de vaga…No sistema não tem como fraudar, está bem claro …Do o pedido de vaga para clínica sem diagnóstico! Família me pediu para responder aqui,porque no.momento sem condições de fala! Tudo pode ser comprovado que o médico do CTI e a Santa Casa não tem conhecimento deste pedido!
Boa tarde Kelly,senhor Jaime era uma pessoa que frequentava muito minha casa,quase na condição de familiar! Na quinta feira,dia 22/12/2016,quem estava de plantão durante o dia 7:00 as 19:00)no CTI era o Harley, verbalmente não foi pedido vaga para o paciente…Consta no pedido via SUS fácil que é de direito do paciente,familiar,ver todo protocolo,só está um pedido para clínica sem diagnóstico! A Santa Casa me respondeu, que não recebeu nenhum pedido de vaga via CTI para o senhor Jaime nesta ou nheuma outra data! Quando se pede uma vaga no CTI e e negada,está negativa tem que ser por escrita e justificada no sistema…No sistema não tem pedido de vaga…No sistema não tem como fraudar, está bem claro …Do o pedido de vaga para clínica sem diagnóstico! Família me pediu para responder aqui,porque no.momento sem condições de fala! Tudo pode ser comprovado que o médico do CTI e a Santa Casa não tem conhecimento deste pedido!
Meu pai “doutor” Giulio,queixou-se de uma imensa dor na perna e realmente ele estava um pouco agitado DEVIDO A IMENSA DOR. ELE NÃO QUEIXOU-SE DE DORES NA COLUNA. Minha irmã implorou que você como “médico” ,fizesse algo que amenizasse a dor do meu pai. Não fez nada.Nem como um ser humano você agiu! No dia seguinte,a monstra que entrou de plantão tirou meu pai da sala de emergência,por que disse que ele estava ocupando lugar de outras pessoas. NÃO ENTROU NINGUÉM PARA OCUPAR O TAL LUGAR.MEU PAI FICOU COM A VEIA ESTOURADA (não sei se é esse o termo correto,não sou médica),das 10:30 até a a troca de plantão que ocorreu as 19:00 horas, do dia 23/12),a maioria dos “profissionais “de plantão naquele dia merecem ser punidos(das 7:00 as 19:00) pareciam mais uns .SOMENTE AÍ É QUE MEU PAI FOI LEVADO PARA A SALA DE EMERGÊNCIA NOVAMENTE.MEU PAI AGONIZOU “doutor”.E outra coisa,quero a cópia do pedido de vaga no CTI em nome do meu pai.