
Campobelense de 66 anos de idade e com claustrofobia perde exames que seriam feitos em Belo Horizonte (MG), pois a equipe do TFD (Tratamento Fora Domicílio) da Secretaria de Saúde, ao invés de ter agendado que o transporte fosse feito no micro ônibus teria agendado espaço à ela (que é lúcida e não faz uso de equipamentos) na ambulância. O problema ocorreu na madrugada de sexta-feira (16/12).
A senhora, que preferiu ter o nome preservado, relatou que ao adentrar no veículo que foi até a UPA, sentiu grande desconforto e falta de ar. Ela faz tratamento contra a síndrome do pânico e avisou ao motorista sobre, pediu que fosse transferida para o micro ônibus (que teria vaga), mas o funcionário disse que o seu lugar seria mesmo na ambulância, e que ele estaria apenas cumprindo ordens.
Segundo ela, não é a primeira vez que acontecem casos como este em Campo Belo. “Um desgaste e um descaso sem igual para com os usuários do sistema”, de acordo com a mesma. Inclusive, ela já aguardava pelo exame (densitometria óssea) havia 5 meses.
No mês de agosto de 2016, ela que é aposentada, solicitou à Policlínica a marcação do exame. Há uma semana, ou seja, na segunda (11/12) recebeu o contato que deveria embarcar com um acompanhante na madrugada de sexta. “Fui pra Policlínica às 02h15 da madrugada, o funcionário solicitou que eu entrasse na UTI móvel, e os outros pacientes embarcaram no micro ônibus. Eu tenho fobia, achei um descaso, e fui apenas até a UPA. Pensei que lá iriam me transferir para outro tipo de transporte”, explicou à paciente.
Ao chegar na UPA de Campo Belo, a aposentada já estava passando mal (trajeto da policlínica à unidade), e diante da recusa de ser transferida para outro veículo, resolveu não embarcar e acabou por perder o exame. “Vale lembrar que a ambulância não possuía sequer cinto de segurança, além do farolete que não funcionava. Havia mais um paciente que fazia uso de oxigênio, aquela situação me deixou ainda mais apavorada. Pediram ao motorista que não me colocassem na ambulância devido ao meu pavor de lugar fechado (claustrofobia), mas não adiantou, ele ignorou e disse que se tratava de ordens da Policlínica. Enfim, perdi duas noites de sono. Se não havia vaga no micro ônibus, que escalasse para outra viagem, mas embarcaram sem mim, e existia sim vaga no micro ônibus”, desabafou a senhora.
A produção do DIÁRIO CAMPO BELO tentou contato com a Secretaria de Saúde através do número (35) 3831- 7950, mas ninguém atendeu a ligação. Mais tarde, às 16h36 tentamos contato direto com o TFD, porém só deu sinal de ocupado.
