

Mesmo debaixo de chuva dezenas de pais, mães e responsáveis passaram a noite na porta das escolas e creches municipais de Campo Belo (MG) neste último domingo (04/12/2016). Segundo eles, seria para garantir a vaga das crianças nas instituições escolares para o ano letivo de 2017.
Uma das mães que passaram a noite na porta da Escola Municipal Lucila Gibran Cambraia está com 36 semanas de gestação, e teve que levar o filho doente. Uma situação vivenciada em outras instituições municipais. O medo de perder a vaga foi maior do que as dificuldades climáticas enfrentadas naquela madrugada.
Outra mãe disse que passou a noite na porta da mesma escola; “Cheguei às 19h00 de domingo e só sai às 07h36 de segunda-feira”.
Joice também alega ter passado a madrugada na porta de uma instituição para garantir vaga; “Sai de casa à 01h30 e retornei quando abriu a escola e garantir a vaga”, acrescentou.
Uma moradora do bairro Arnaldos relatou que a amiga mora ao lado da Escola Municipal Vereador José Alvarenga, mas que não conseguiu a vaga; “Terá que levar o filho para a Escola João Gibran, localização oposta ao seu domicílio”.
Segundo Venilton, o problema é antigo; “Uma vergonha ficar na porta da escola para garantir uma vaga para o filho, mas esta situação acontece há 19 anos”, desabafou.
Versão da Secretaria Segundo a Secretaria de Educação
Não existe obrigatoriedade de dormir nas filas, as matrículas, de acordo com as declarações da Secretária Maria Floripes de Paula, são feitas por endereço, por região. Um zoneamento escolar foi realizado, e de acordo com ele, o aluno foi cadastrado na região mais próxima ao domicílio. O que ocorre é que muitos pais discordam da escola onde o filho foi cadastrado e buscam esta alternativa para garantir vaga na escola de sua preferência, segundo a SME.
A Secretária ainda completou que tem prioridade na vaga para quem efetivou o cadastro, e que foram realizados 248 aproximadamente. Conforme declarações de responsáveis pela Instituição, há vagas suficientes para atender à demanda.
