

Uma mulher de 40, hipertensa, denuncia que não teria sido atendida na Unidade de Pronto Atendimento de Campo Belo (MG) na tarde de domingo (03/07) por ter esquecido os documentos no momento do preenchimento da ficha. Com fortes dores no peito e no braço, além de pressão alta, ela foi pra casa sem ser avaliada pelo médico. Indignada, a moradora da Vila São Jorge resolveu dar publicidade ao fato para evitar novos episódios. Andreia Aparecida Cruz garante que já passou outras vezes pela unidade e seus dados constariam no cadastro do SUS (Sistema Único de Saúde). Em conversas anteriores, a direção da UPA informou à reportagem que portar documentos pessoais na hora do preenchimento da ficha são normas indispensáveis, exigidas pela Secretaria de Saúde.
De acordo com a moradora, as dores eram intensas e ela esquece-se de pegar os documentos de identificação. “Fui à UPA com fortes dores no peito e no braço. As veias da minha mão esquerda estavam muito altas; Medi a pressão arterial em casa e o resultado foi 16/9. Tomei meu remédio antes de ir procurar socorro médico, mas as dores no peito e no braço só aumentavam. Sai desesperada e esqueci meu documento. Por causa disso não fui atendida”, explicou Andreia.
Para ela, a falta de atendimento foi injustificável na situação em que se encontrava. “O moço que estava na recepção (segurança) disse que eu não poderia ser atendida, pois estava sem meu documento. Pedi pelo amor de Deus! Falei sobre meu estado. Isso causa muita indignação. Bastava puxar no computador que confirmariam meus dados. A minha sorte que eu tinha remédio de pressão em casa, caso contrário poderia infartar”, acrescentou.
Sem atendimento, Andreia retornou à sua residência. “Voltei pra casa. Fiquei de repouso aguardando o remédio fazer efeito. Depois tive outra crise, porém mais fraca”, finalizou.
As denúncias envolvendo à UPA são constantes. No ano passado, após divulgação e diversas reclamações sobre a norma para acompanhantes (só existiria em Campo Belo – menores de idade e maiores de 60 anos), Lavras sempre permitiu que todo paciente tivesse acompanhante, o Prefeito Richard Miranda Resende baixou portaria permitindo que a Lei fosse cumprida. No documento, o chefe do executivo deixou claro que todo paciente a partir daquela data tem direito à um acompanhante – independente da idade.
O diariocampobelo.com foi ouvir a população sobre o tema. A maioria dos entrevistados foram unanimes. Para eles, a exigência do documento é um meio legal, mas dependendo da situação (se for como a relatada por Andreia) deve-se ter uma exceção. “Toda regra tem sua exceção. É óbvio que a apresentação do documento é uma exigência legal e deve ser cobrada. Porém, cada caso merece uma análise. No episódio envolvendo esta senhora é um. Se ela já consta no cadastro, deveria ter sido atendida. Na pior das hipóteses, prestaria à assistência e pediria à ela que buscasse em casa o documento para conferência. Campo Belo não é capital! E se ela morresse? Qual seria a justificativa?”, questionou Fernando Rodrigues, técnico em informática.

5 Comments
e sempre assim so atende quando ja morreu ai é bobagem atendimento eu tenho fibromialgia a 5 anos pressão alta depressão estenose na coluna vertebral 5ernia de disco desvio na coluna cervical perdendo a coordenação motora das mãos i fico em casa dia i note com dor porque onde moro si eu for no hospital fala e assim não existe antiflamatorio pra vc mais sua doença não tem cura tem q ter repouso ja tem dois anos q to em casa de repouso será qui vai passar fica ai minha pergunta,?
e uma porcaria aquela UPA nunca vi isso e se a pessoa passar mal na rua e for levada pra vai morrer entao se nao tiver documentos ninguen sabe quando vai passar mal nao povinho burro,muita coisa ali tem que melhorar
Tudo é questão de bom senso e profissionalismo.
Estes funcionários da UPA precisam ser mais bem instruídos ,receberem um treinamento, e ter mais educação.
Tendo em vista que não estão trabalhando de graça e nos pagamos bem caro por isto!!!
Também não tenho do que me queixar. Desde o antigo Pronto Atendimento Municipal da Santa Casa e agora a UPA, que sabemos não é uma conquista de nenhum governo municipal e sim um dos muitos projetos desse mesmo governo federal que tanto nos envergonha (falo por mim que fui eleitor, não cabo eleitoral, do PT); em todos os “corres” que fiz com familiares, sempre fui bem atendido. É claro que o que o pobre brasileiro chama de bom atendimento médico está “anos luz” (vide star treck) de ser no mínimo um atendimento humanizado, haja vista a escassez de investimento no que é prioritário em qualquer país civilizado que é saúde e educação. O cidadão também precisa saber que o funcionário público, não o de colarinho branco, mas o funcionário que está em contato direto com o público, seja na educação, saúde, ou segurança, acaba sendo mais uma vítima do caus desse nosso Estado que não é nação (vide Renato Russo). P.S. Não custa nada andar com o RG na bolsa, aposto que o smartfone ninguém esquece.