
Segundo a SME, a escola divide espaço com uma faculdade e o tamanho do mobiliário não atende as necessidades dos alunos da educação adulta.
A aquisição de novos conjuntos de carteiras escolares para as salas de aula das unidades da rede municipal de ensino foi anunciada pela prefeitura de Campo Belo (MG) na semana passada. Porém, os objetos destinados à Escola Vereador José Alvarenga não atenderam à demanda. Na escola funciona a educação infantil e à noite o espaço é cedido ao CEMES. E foi justamente o tamanho (padrão) do móveis que não se enquadrou na necessidade dos dois grupos de alunos da Instituição: educação infantil e adulta. De acordo com os pais, a direção da escola Municipal informou em reunião que o material seria retirado pela Prefeitura no dia seguinte. Nesta quinta-feira (19) os pais revoltaram-se ao presenciarem os bens sendo retirados da escola e acionaram a PM.
Segundo a Secretaria de Educação, as novas carteiras escolares foram removidas da Escola, por terem sido confeccionadas em tamanhos reduzidos, o que comprometeu os alunos (adultos); o tamanho só atende crianças. “Outro material será confeccionado e entregue à Instituição em aproximadamente duas semanas”, garantiu à Secretária de Educação às mães que procuraram por uma resposta. 400 carteiras (em desacordo com as necessidades) foram confeccionadas para a Vereador José Alvarenga.
O mobiliário escolar foi adquirido em parceria com o Governo Federal, através do recurso do Plano de Ações Articuladas (PAR). As novas carteiras tem sido distribuídas conforme a necessidade de cada unidade escolar. Um total de 115 mesas serão direcionadas aos professores, outras 1.845 carteiras aos alunos.
Luana Belchior tem um filho que estuda na instituição (educação infantil) e considerou injusta a situação. Conforme o relato de Luana, eles recolheram as carteiras e mesas que vieram para as crianças e disseram aos pais que o mobiliário não tem como ser utilizado pelos estudantes da faculdade. “Acreditamos que tenha ocorrido um erro de comunicação, mas as crianças não podem ser prejudicadas por isso. Eles não falaram que as carteiras teriam que ser diferentes, pois são utilizadas por duas categorias. As carteiras dos meninos estão quebradas e terão que ficar com as velhas. As novas (entregues) não servem para os adultos”.
Os pais foram comunicados da novidade através de uma reunião para a entregue do boletim bimestral. “Através desta reunião nos comunicaram sobre o fato. Disseram-nos que no dia seguinte o caminhão da prefeitura viria recolher os móveis”, confirmou Luana.
Ela ainda completou: – a direção nos disse que a determinação pela retirada dos imóveis partiu da prefeitura. São crianças de quatro anos e é injusto, acrescentou à mãe de um aluno.
A situação causou revolta também em Rithelly Pereira. Segundo ela, foi repassado aos pais que a culpa pela retirada dos móveis novos seria da direção do CEMES (faculdade que funciona no mesmo prédio da Escola Municipal). “Ficou lindo, porém ao mesmo tempo nos trouxe indignação.Os móveis foram tirados das crianças que tinha o direito, por culpa da direção da Faculdade. Nos passaram, que a faculdade entendeu que esses mobiliários não servem por causa do tamanho dos alunos á noite. Conclusão: todas as escolas municipais com mobiliário novo e a EM Vereador José Alvarenga sem. É um direito nosso. Veio á verba federal pra isso. Muito desrespeito para com ás crianças”, desabafou Rithelly.
Segundo ela, e direção da Escola Municipal tentou evitar essa situação. “Sei que a direção até tentou permanecer com a mobília, mas como o dinheiro fala mais alto em nosso país, o Cemes que na realidade teria que se adaptar as instalações da escola, é que está comandando. E a prefeitura o que fez? Pelo jeito nada, pois o caminhão já estava lá hoje levando tudo!,” revoltou-se.
O diariocampobelo.com procurou a direção da Escola. Não fomos autorizados a entrar na Instituição. Na porta, uma funcionária nos atendeu e informou que o caso era com a diretora, Míria. Ela (funcionária) foi chama-la, entretanto, depois de aguardamos alguns minutos, fomos informados de que ela não estaria na escola. Minutos antes, as mães e também a reportagem viu a diretora e uma das supervisoras entrando na instituição.
Inconformadas, as mães foram ao SEOP (Setor de Obras da Prefeitura) procurar o Secretário Wantuil Castro. Ele não estava, porém, através de um contato feito ao Prefeito Richard Miranda – por outro servidor, o chefe do executivo solicitou à Secretária de Educação, Maria Floripes de Paula que fosse ao encontro das mães.
Floripes disse que houve um equivoco, que aquele mobiliário iriam para a zona rural e garantiu às mães que em aproximadamente duas semanas os alunos da escola receberiam carteiras novas e adequadas às duas categorias: educação infantil e a de adultos.
O CEMES também foi procurado. Disse, através de uma funcionária, que não se manifestará antes de apurar a situação. Garantiu que nenhum aluno retirou das salas de aulas as carteiras.
Fotos: Diariocampobelo.com e facebook das mães

1 Comment
ola na reunia foi dito isso para mim tambem so que meu filho tambem reclamou das cartela pois ela estava desconfortalvel, e olha que meu filho so tem 10 ano e e de estatura mediana, inagina para quem tem uma estatura alta? fique foi muito satisfeit pela retirada , poi nao adianta moveis bonitos, mas que estrague a saude de meu filho, e tire sua consentraçao na aula , EU APOIO A RETIRADA DESSA CARTEIRA