
Classe se indignou com os legisladores estaduais. A presidente pedirá a lista dos Parlamentares que estavam na Casa, mas não foram à Plenária. “Eles votam de acordo com os interesses próprios, e não da coletividade”, desabafou a Presidente do SindUte (foto abaixo).
Servidores do Estado se manifestaram na tarde desta terça-feira (29/03) na porta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pela ausência dos deputados na reunião de Plenário que acabou encerrada por falta de quórum. Na pauta estava o Projeto de Lei (PL) 3.396/16, do Executivo, que reajusta em 11,36% o salário dos servidores da educação, de forma retroativa a 1º de janeiro de 2016. Muitos estavam na Casa, mas não compareceram à Plenária, segundo lista de presença emitida pela ALMG. Entre eles, o deputado majoritário em Campo Belo (MG) Nacib Duarte Bechir. Lista mostra os deputados ausentes na votação. Os que estão assinalados cumpriam o seu dever. São 25 presentes na plenária dos 67 que se encontravam na Assembleia de Minas, de acordo com professores.
Duarte Bechir foi majoritário em Campo Belo e isso revoltou a classe mais uma vez. “Ele teve uma votação expressiva aqui. Isso nos revoltou. Ele podia no mínimo ter descido na plenária, mas nem isso. Absurdo! Revolta com todos, mas ele foi majoritário em nossa cidade”, desabafou uma professora.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado, Beatriz Cirqueira pedirá a lista de presença dos Parlamentares em Plenário para saber quantos estavam na casa e não compareceram para votar a pauta de projetos. Os professores continuarão pressionando os deputados para que deem agilidade as matéria de interesse à classe. “Haviam deputados em número suficiente para dar continuidade ao Plenário e a votação dos vetos, mas no momento (dentro do Plenário) não tinha número suficiente. Acho uma situação vergonhosa do Parlamento Mineiro e demonstra que os deputados (partes deles) atuam de acordo com seus interesses, e não com os interesses coletivos”, disparou à Presidente do SindUte.
Deputados fazem professores de bobos
Após pedido de tramitação “com urgência”, o projeto passou por três comissões, sendo a primeira no dia 17 de março, durante a paralisação dos professores, chamada de Constituição e Justiça da ALMG. Nesta comissão o deputado estadual Gustavo Correa do DEM pediu “vistas”, ou seja, um pedido de uma nova análise do projeto. Depois de passar pelas comissões faltaria apenas a aprovação no plenário da casa, indicada para o dia 22 e março.
Chegada a tão esperada votação do projeto (22/03), mais uma vez os professores foram surpreendidos. Deputados presentes alegaram que havia uma nova emenda e que seria preciso analisar o projeto. Outras fontes disseram que deputados da base governista não estiveram presentes na sessão, havendo então falta de quórum. A mesma situação se repetiu nesta terça (29/03). “Se sequer o acordo do ano passado é respeitado, como ficarão as pautas de 2016? Apenas a organização e luta dos professores é que pode garantir que os acordos já firmados sejam garantidos”, aguarda o Sindicato.
Fotos: ALMG

2 Comments
covarde este Duarte Bechir covarde a barriga não doi uma vez só
Duarte Bechir é um camaleão em pessoa, sem ética, politico novo de idéias velhas, um inimigo da Educação e de seus próprios eleitores.