

Ela está internada há dois meses na Santa Casa aguardando pelo tratamento adequado, que, segundo médicos, seria fora do município. Filha acredita que no inicio do tratamento, antes da internação e da avaliação do atual médico, houve uma negligência clínica.
Uma idosa de 83 anos aguarda há dois meses pelo tratamento adequado em Campo Belo, sul de minas. Segundo laudo médico, a paciente é portadora de um bócio de tiroide (gigante) que está comprimindo a traqueia (significa que ela pode parar de respirar). Evitando o pior, ela está internada na Santa Casa de Misericórdia São Vicente de Paulo desde setembro.
O caso, de acordo com a filha, Valéria Peixoto já está no crivo da justiça. A filha, que cuida integralmente da mãe, conta que foi obrigada a procurar o Ministério Público para conseguir o tratamento, que seria cirúrgico. A Ação Civil Pública mostrando a necessidade e urgência de transferência foi movida em 23 de outubro de 2015. O município já foi intimado duas vezes (com um prazo de 48 horas para cumprir a determinação), e consta na ordem judicial sanções pelo descumprimento. Na primeira intimação o juiz da 1ª Vara Cível da Comarca estipulou multa diária de R$ 500 reais; No segundo mandado, cumprido na última sexta-feira (13), o valor subiu para R$ 1000. Valéria aguarda ansiosa pelo cumprimento da determinação, pois teme pela vida de dona Maria Conceição de Jesus.
A Secretaria de Saúde foi procurada. O departamento jurídico estava em reunião e não retornou o contato com o Diariocampobelo.com. A primeira responsável que atendeu a ligação confirmou o conhecimento do caso, mas disse que por estar na esfera judicial é competência do jurídico responder aos questionamentos.
Tanto tempo de internação, e dona Maria Conceição já apresenta alterações no comportamento. Às vezes fica apreensiva e tem relatos desconexos. “Já não sei mais o que fazer. Estou pedindo socorro. O laudo médico já indicou a gravidade do caso. Minha mãe precisa tratamento cirúrgico e idoterapia.
Já são dois meses de hospital e nada. Em casa ela pode morrer por não conseguir respirar. O dr. Alessandro Bastos está sendo um anjo em nossa vida, mas aqui não tem o que a minha mãe precisa. Não sei a quem recorrer mais. Ela está nervosa e às vezes não sabe o que fala, parece que delira”, explicou Valéria Peixoto.
Além do lado emocional, Valéria tem outras preocupações. Com tanto tempo afastada do trabalho, tem receio de perder o emprego. Ela tem quatro filhos. “Eles são bons comigo, mas até quando suportarão esta situação e por causa do SUS?. Quero uma resposta do município. Não adianta apenas consulta. Minha mãe precisa de tratamento. Avaliações médicas já foram realizadas em Campo Belo, também passamos por endocrinologista. Agora é o tratamento. Minha mãe está ficando pior. Minha mãe é diabética e o corticoide tem alterado o quadro. Ela está perdendo a visão,” questionou.
Confiram o depoimento da filha de dona Maria. Valéria fala do dilema vivenciado há dois meses.

3 Comments
Esse médico com certeza, não é cubano!
Desculpem se saiu errado, (fora do lugar), o comentário! Esse caso nosso aqui é lamentável também. Mas, Falava do caso de Brasília, onde o médico se recusou de operar de fimose, uma criança, porque o papel do SUS estava amassado. Médicos, simplesmente não escrevem… sim, rabiscam receitas, e não sabem interpretar um papel, que nem estava tão amassado. Aconteceu comigo, de em duas farmácias aqui, os respectivos farmacêuticos lerem nomes diferentes pra um leite que fui comprar. Provavelmente eles eram; um turco, e um escandinavo, né! Só assim pra não entenderem o rabiscam, nossos médicos. kkkkkkk… E depois, não querem aceitar os médicos das Missões Cubanas.
Cadê a justiça?