À esquerda, Richard Miranda (prefeito em exercício). Com a cassação de Túlio Miguel, Toinzinho (à direita) assumiu a prefeitura por uma semana, em agosto de 2014. 
São três processos em julgamento. Está em jogo a liminar que mantém Richard Miranda Resende como prefeito da cidade (pode ser cassada); Além disso, a Corte definirá se Antônio Carlos (Toinzinho Alvarenga) terá ou não o diploma de prefeito cassado.
No primeiro dia do mês de Outubro Campo Belo estará na pauta do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG). Existem três processos envolvendo o futuro político da cidade. As eleições municipais estão se aproximando, mas o que restou do pleito municipal de 2012 ainda não acabou. Na próxima quinta-feira, a Corte mineira julga os processos, entre eles, os impetrados pelo 2º colocado nas eleições.
São três processos em análise: O Recurso Eleitoral N° 3250 ( que cassou o diploma de Toinzinho Alvarenga – impetrado pelo PSDB). Nele Saulo Lasmar (3º colocado nas eleições) tentou entrar como assistente de acusação, mas foi negado pelo relator; O Recurso Eleitoral N° 6336 – Requerimento de Correção de erro material expedição de ofício à Câmara Municipal (Toinzinho oficiou a Câmara de que a posse de Richard – com a morte de Túlio Miguel estaria incorreta); e por fim a Ação Cautelar N° 12829 (foi com esta liminar que Toinzinho obteve a suspensão da decisão do juiz Comarca de Campo Belo, que cassou seu diploma). Se ela for cassada ele tem que recorrer à Brasília; se ganhar – tem o direito permanente de tomar posse, caso o Prefeito Richard (que responde ao processo da saúde que tramita no TSE) seja cassado.
Segundo um dos correligionários de Toinzinho Alvarenga, o Ministério Público está favorável á eles.
Vale ressaltar que o “Processo da Saúde” como ficou conhecido está com vista (tempo para análise) à Ministra Luciana Lóssio com previsão de votação também em outubro.
Pelo seguimento dos tramites da justiça, em outubro os campobelenses devem saber o final da história política administrativa, que se arrasta desde o fim das eleições de 2012, considerada pelo Tribunal Eleitoral a crise mais conturbada do sul de Minas. O então Prefeito Marco Túlio Lopes Miguel, o vice (hoje prefeito com a morte do titular) Richard Miranda Resende e sete vereadores foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral e tiveram os direitos políticos suspensos pela Justiça da Comarca e confirmada pelo TRE-MG, por uso do Poder econômico. Apenas o titular retornou ao cargo por liminar.
