

A mãe é depressiva, cardíaca, tem uma visão comprometida, é alérgica e precisaria de cuidados especiais. A filha teria sido impedida de acompanha-la na internação, pois estaria infringindo regras internas da Unidade de Saúde.
A estudante de direito se sentiu lesada e resolveu denunciar o caso para que as autoridades responsáveis revejam as normas internas relativas à acompanhantes da Unidade de Pronto Atendimento de Campo Belo (MG). Giselle Silva Ribeiro relata ter sido impedida de continuar acompanhando a mãe de 51 anos, que tem vários problemas de saúde, além da visão comprometida em virtude de uma isquemia. A enfermeira padrão (extremamente educada e atenciosa com a reportagem) disse que recebeu ordens da direção administrativa da Unidade para que a estudante saísse, pois acompanhantes só para menores de 16 anos e maiores de 60 anos. Além disso, segundo a enfermeira, o quadro da paciente estaria estável.
A mãe da estudante, dona Irani da Silva Braz Ribeiro está internada na UPA da cidade desde quinta-feira (17). Segundo Giselle, além de depressiva, a mãe tem um quadro delicado e é muito ligada emocionalmente à filha. Durante o dia permitiram que Giselle ficasse na enfermaria, mas à noite teria sido retirada do quarto pelo segurança, que estaria cumprindo normas da administração. A paciente então começou a chorar e a glicose teria alterado ao perceber que a filha não poderia acompanha-la mais. A jovem acionou a imprensa e a Polícia Militar. “Sempre acompanhei minha mãe nas internações. No Hospital das Clínicas, no Sara kubitschek . Ela tem dificuldade de se locomover e a vista reduzida, mas hoje fui surpreendida pelo segurança. Ele me retirou e argumentou ser regulamento do hospital. Acompanhantes só para menores de 16 e maiores de 60 anos”, contou a jovem.
Para ela, a norma é uma afronta à Constituição Federal. “A lei prevê que todo hospital deve aceitar acompanhante. Minha mãe não tem noção dos medicamentos que toma. É alérgica a penicilina. Chegou praticamente desmaiada na porta”, relembrou.
Revoltada, Giselle só não tirou a mãe da UPA por receio dos medicamentos já ministrados. “Ela está enfrentando uma crise depressiva. Como me retiraram do quarto, ela queria sair também, mas tomando antibiótico de 12 em 12 horas fiquei com receio de retira-la. Ela está em chorando com medo de ficar sozinha. Sempre fui filha presente”, acrescentou.
Giselle acionou a PM. “Eu acho que é desumano o paciente, independente da idade, ficar sem acompanhante”.
Ela reclamou do tratamento do segurança de plantão na noite desta sexta-feira (18). “Ele foi muito grosseiro. Eu vi que ele queria me tirar daqui. Tem diversas pessoas reclamando dele”, afirmou.
A filha ficará no hospital, mesmo que na recepção.
https://soundcloud.com/user50970452/caso-upa-giselle-18092015
Imagem da viatura da PM: Ilustrativa.

1 Comment
Gisele é isso mesmo, temos que lutar pelo nosso Direito, vá em frente!