

“Estou preso pela justiça, mas me senti pela primeira vez em liberdade nestes cursos que participo. Sem escolta, sem algemas e mergulhado no mundo da literatura”, citou um recuperando.
Hoje , existem mais de 10 milhões de prisioneiros em 22.000 penitenciárias ao redor do mundo. Muitos desses homens e mulheres nunca ouviram o evangelho ou experimentaram o poder transformador do amor de Deus. Objetivando mudar este conceito, a APAC (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) de Campo Belo (MG) promoveu quinta-feira (30) uma palestra, ministrada por Juliana Esmeraldino para mostrar ao público,como este processo contribui na reintegração dos recuperados. A estagiária de direito tem atuado á alguns meses na instituição. Com capacidade para 84 internos, a Associação tem hoje 53 recuperandos. Na APAC há muitos talentos, como os apresentados na palestra, músicos talentosos que mostram o poder transformador da Evangelização.
Élcio Maximiano é um dos recuperandos que participa do projeto em Campo Belo. Motorista de caminhão por 20 anos, foi julgado e condenado por crimes contra os costumes há 18 anos de reclusão em sistema fechado (pelo sistema prisional – permaneceu por 9 meses na cadeia), por bom comportamento obteve o benefício e está na Associação á 2 anos. “A APAC é muito significante. Para o homem, ser preso pode ser insignificante (qualquer lugar que determinar para pagar a pena, pagaremos), mas é mais penoso à família. Em dias de visita, por exemplo, se submeter à revistas rigorosas é triste. Já aqui na Associação o tratamento é diferenciado. somos tratados por nome; sua própria cama. Aqui se oferece o direito de conhecer passo a passo. Aqui se aprende uma profissão e a ressocialização. Além de sermos evangelizado. Hoje sou convertido”, disse o recuperando Élcio.
Ele foi além. “Saí daqui para fazer um curso em Itaúna sem algema, sem escolta, uma pessoa comum”, revelou.
Esta sensação de liberdade é muito importante no processo, segundo Élcio. “Achamos até estranho. Fui motorista por 20 anos da minha vida (norte nordeste do Brasil). Estou preso pela justiça, mas me senti pela primeira vez em liberdade nestes cursos que participo. Em Itaúna, entre meio à psicólogos, recuperandos, diretores de APAC não teria como discriminar quem é quem. Essa sensação é maravilhosa”, reportou Élcio Maxminiano.
Para Juliana Esmeraldino (palestrante), sua entrada na APAC foi para aprender sobre leis, mas os ensinamentos foram além. ” Aprendi sobre o mundo”, comentou a futura advogada.

Marília Aparecida Bernardes (mãe de um recuperando) dando o seu testemunho e a palestrante Juliana Esmeraldino.
De acordo com ela, a Prison Fellowship International fez uma parceria com o Ministério Conhecendo o Cristianismo em uma campanha global para apresentar a pessoa de Jesus Cristo a 1 milhão de prisioneiros, em 2002, através do programa inovador chamado “A VIAGEM DO PRISIONEIRO”.

Público se emocionou com a apresentação dos recuperandos e a palestra ministrada pela discente de Direito
O curso é baseado nos conhecimentos da literatura “Conhecendo o Cristianismo”. O objetivo era “deixar o evangelho dizer o evangelho”, apresentando Jesus para as pessoas através do Evangelho de Marcos. Ele analisa três simples perguntas: Quem é Jesus? Por que ele veio? O que significa segui-lo?
Juliana Esmeraldino e o Instrutor (Eduardo Henrique). “É um mestre (fez treinamento na Colômbia). Aprendi muito com ele”, declarou a palestrante.
De acordo com Juliana, “Conhecendo o Cristianismo” é conteúdo ideal para apoiar a Viagem do prisioneiro. O curso incentiva os participantes a embarcar em uma viagem com Jesus Cristo, enfatizando que Ele, também, experimentou muito do que sentimos agora, incluindo o medo, a solidão, a alienação e o abandono. Ele era um prisioneiro como eles. “Ele entende a sua situação, porque Ele já esteve lá antes deles. Ele os convida a se juntar à Ele em uma viagem de esperança, graça, misericórdia e perdão. Uma viagem que vai levá-los a Ele. O evento é uma oportunidade para explorar, aprender e considerar o que Jesus tem a dizer sobre sua vida e sua viagem. O curso será ministrado em 8 módulos( com duração de 2 horas cada), uma vez por semana”, explicou Juliana.
Ela ainda lembrou que o curso é ecumênico. Qualquer um é bem-vindo. “Você não precisa ser um seguidor de Jesus. Você não precisa ser religioso ou ir à missa ou culto. Você está convidado a uma viagem para conhecer um companheiro de prisão… Jesus de Nazaré. Esta é a viagem do prisioneiro”, concluiu a estagiária.
https://soundcloud.com/user50970452/apac-editada
