

O corpo passou por exumação no fim da manhã desta quinta-feira (30).
O corpo da professora de ciências Maria Pereira (dona Cidinha) como os alunos costumavam a identifica-la já foi liberado para a Funerária preparar o sepultamento que acontece ainda hoje no Porto dos Mendes, onde a família morou praticamente a vida toda. Ela foi encontrada sem vida pelo filho em sua residência no bairro Centenário em Campo Belo (MG), por volta das 18 horas de quarta-feira (29). Maria sofria com uma depressão profunda, segundo amigos mais próximos. O último contato com uma comadre foi no sábado (25). A Polícia Civil registrou a ocorrência e determinou a necropsia, que foi realizada por volta das 11h30 desta quinta no Cemitério do alto das Mercês e finalizada em torno de 12h30. De acordo com o legista, ela deve ter morrido há mais de 72 horas, provavelmente no domingo.
Em redes sociais amigos virtuais lamentaram a fatalidade. “Nossa, eu gostava muito das opiniões dela sobre os problemas do município, tínhamos quase que a mesma visão no assunto… Fará muita falta, tanto na família, na escola e também aos amigos virtuais. Que o Eterno Pai conceda a ela o descanso de todas as aflições que provavelmente enfrentava”, escreveu Douglas Sousa.
Problema crônico.
A exumação revelou mais uma vez a falta de estrutura na cidade: sala adequada para se fazer um exame com um corpo já em decomposição. Vizinhos do cemitério afirmam que é comum estes procedimentos, mas não suportam mais essa situação. “Os moradores do cemitério da Feira já reclamaram até em Belo Horizonte. Nós também não suportamos mais. O odor é imenso e é uma falta de respeito com a família da vítima e com os moradores”, desabafou uma moradora.
Foto de Maria Pereira: Reprodução facebook
