

No dia seguinte, o paciente retornou à UPA. Depois de alguns exames foi transferido para a Santa Casa e aguarda por um procedimento cirúrgico. (Foto: reprodução arquivo pessoal)
A família de um jovem de 17 anos que se envolveu num acidente de moto na madrugada do último domingo (05/11/2016) próximo a CASEL, questionou o primeiro atendimento dado à vítima na UPA de Campo Belo logo após o ocorrido. De acordo com a mãe da vítima, Jonathan Natalino Metodio Ferreira, o mesmo foi encaminhado à unidade, atendido, medicado, entretanto teria sido liberado na mesma madrugada. Acompanhado da mãe, o menor foi pra casa e caminhando (a família não possui veículo para transportá-lo), e chegando à residência, o jovem vomitou sangue e queixou-se de fortes dores pelo corpo, e estava confuso. Um vizinho retornou com Jonathan ao hospital, mas já tratava-se de outro plantão médico. Jonathan teve fratura no ombro (indicada na tomografia) e uma lesão na virilha, e foi avaliado pela cirurgiã. A direção da UPA disse que o médico plantonista do primeiro atendimento havia prescrito 12 horas de observação, porém, o paciente foi embora sem a alta médica.
A irmã do jovem, Thamires Cristine Mentodio da Silva explicou que Jonathan sofreu o acidente próximo ao poliesportivo por volta das 02h00 da madrugada de domingo, o motorista de um automóvel o teria fechado, e Jonathan para não bater frontalmente com o automóvel acabou por colidir com um poste. Ele e o acompanhante (também menor) foram socorridos pela ambulância e encaminhados ao hospital. O plantonista o examinou e disse que Raio-X só poderia ser realizado no dia seguinte, mas segundo Thamires, o irmão estava com sangramento pelo nariz, disse que a enfermeira limpou o local, o médico aplicou injeção, e lhes disse que estavam liberados.
Thamires disse que foram à pé pra casa e ele andando com dificuldade, e chegando em casa vomitou sangue. Pela manhã foi ao banheiro e novamente apresentou sangramento. “Voltamos à UPA, outro médico atendeu e, ao examinar, verificou ferimentos na virilha. Como um paciente nestas condições pode ser liberado ?”, questionou Thamires.
De acordo com a mãe, Adriana Regina Delila Mentodio, Jonathan também teve outros ferimentos. Pela manhã, ao retornarem à Unidade, era outro plantonista. Ele examinou e solicitou exames de imagem. A tomografia realizada na Santa Casa indicou que havia fratura. Ela também frisou que o atendimento da recepção naquela madrugada foi impecável.
A recepcionista ligou pra mãe de Jonathan avisando sobre o acidente e solicitando documentação necessária ao atendimento. Dona Adriana alega que não lhe deram termo de responsabilidade indicando a saída da unidade, estariam de alta médica. “Revoltante. Se ele não tivesse sangrando, não veríamos a gravidade. Meu filho poderia ter morrido”, desabafou.
O procedimento na virilha foi realizado e a cirurgia no ombro deve acontecer terça-feira (08/11). Conforme declarações da direção da UPA, o médico havia recomendado observação de 12 horas. Teria prescrito a realização de uma tomografia. O rapaz também estaria alterado na unidade durante o atendimento. Acalmou apenas com a chegada da polícia. Um tempo depois, quando o médico teria ido examinar o paciente novamente, ele não o encontrou mais. A ficha está na UPA e só pode ser retirada por um responsável.
