O bebê foi encontrado enrolado no cordão umbilical e com a placenta, segundo os funcionários da Usina de Compostagem e Reciclagem.
Um bebê foi localizado por trabalhadores no Aterro Sanitário de Campo Belo (MG) na tarde desta terça-feira (31/10/2016). De acordo com a polícia, a criança apresentava ter entre 8 a 9 meses de gestação. A funcionária do local localizou o recém-nascido na esteira de separação do lixo, envolvido em dois sacos plásticos – no momento em que fariam a separação dos materiais recicláveis. Os cooperados disseram que o bebê estava no lixo recolhido hoje pelos funcionários da limpeza urbana da cidade. A perícia apontará o dia o parto teria sido realizado. A Polícia Civil pede que qualquer informação que possa contribuir com a investigação (encontrar a mãe) seja denunciado ao 193 ou 190, a fonte é preservada. A PC começará o processo de investigação. Para a funcionária que encontrou o recém-nascido, uma cena de ficção. Ela contou ao diariocampobelo.com que estava passando o lixo na esteira quando se deparou com algo pesado dentro de dois sacos pretos. A jovem então puxou a embalagem e o corpo do bebê caiu onde o lixo é depositado. “Nunca imaginei ser um feto. Fiquei chocada, gritei e ninguém acreditava ser um bebê”, desabafou a jovem de 18 anos, que tem filhos.
De acordo com ela, a criança estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço, além da placenta. “O encontramos no lixo nesta terça, que foi recolhido hoje. Eu acho que uma mãe dessa não tem coração. Deveria ter deixado nascer e o doaria. Uma cena que nunca esquecerei”, disse a trabalhadora.
Depressão pós parto? O que teria acontecido na realidade?
Para Carol Carvalho, é necessário se colocar no lugar dessa mãe e analisar quais seriam os motivos para adotar tal medida. E alguns questionamentos precisam ser respondidos pela sociedade. O meio que esta mãe vive também precisa avaliado. “Um bebê recém-nascido, ainda com o cordão umbilical, foi encontrado morto no lixão de Campo Belo. – E os comentários vão de ‘que maldade’ a ‘espero que peguem o monstro que fez isso’. Ninguém quer saber o que levou uma mulher a parir sem procurar o hospital, provavelmente sozinha, em casa, e resolver descartar o bebê. Querem prendê-la, mas o pai ficará solto. Querem prendê-la agora, mas onde estavam quando ela demonstrou estar infeliz com aquela gestação? O que fizeram a família, os amigos, os profissionais de saúde, o Estado, pela saúde mental dessa mulher? E o que farão agora? Apenas julgarão?”, indagou Carol, que tem duas filhas.
Carol ainda indagou: – Mulher, talvez você tenha já vários filhos, talvez seja adolescente, talvez tenha sido estuprada, talvez seja dependente química, talvez tenha engravidado por descuido, talvez esteja passando por uma depressão, talvez tivesse medo do julgamento por colocar o próprio filho para adoção… Com certeza você precisava de ajuda e não recebeu. Eu não te julgo, eu sofro com você. Pois sei que você sofre. Sua decisão irá te assombrar por toda a vida. Talvez no futuro você se arrependa, talvez até já esteja arrependida. Tente se perdoar. E procure ajuda. E que todas as mulheres que vivem gestações indesejadas possam ser ouvidas sem julgamentos, para que não cheguem a esse desfecho horrível”, pontou a servidora pública federal.
Outro bebê encontrado
O corpo de um recém-nascido foi encontrado em um lixão de Bom Repouso (MG) também na tarde desta terça. O bebê foi visto por moradores da região, que acionaram a Polícia Militar. Uma funerária da cidade foi chamada e conduziu o corpo para o IML de Pouso Alegre (MG).

4 Comments
Sem comentários! Conduta injustificável ! Fim dos tempos…
Nada justifica tamanha crueldade
Que predam essa vagabunda ,que ela sofra da mesma forma que esse anjinho sofreu!!!!!
Compreendo o ponto de vista da servidora publica Carol, sobre não se colocar como juiz ou algoz da pessoa que cometeu tal ato. Mas uma coisa é ser misericordioso, tentar se colocar no lugar do outro e entender os seus motivos e razões, compreender suas angústias e dores, suas dificuldades, porém depois da misericórdia vêm a justiça, e Deus é tão justo quanto Ele é misericordioso, e justamente por isso ela e qualquer um que cometa tal ato, deve pagar por ele.
O aborto, o abandono nunca podem ser justificados pelo sofrimento, o meio ou qualquer outra situação que vivamos, querer justificar o fim pelos meios é muito leviano, eu não posso tirar uma vida humana por motivo algum, a vida é um dom sagrado e que não nos pertence e sim a Deus que nos criou por amor, pelo seu imenso e incomensurável amor.
Estupro, gravidez indesejada, não planejada, depressão pós-parto ou, o que seja, não justificam um assassinato.
Que haja perdão e misericórdia para com este ser humano, mas que haja justiça com a mesma intensidade, pois a pena e o castigo, são terapêuticos àqueles que se perdem em si mesmos.
Falou tudo! Concordo!