
O homem acusado de assassinar a esposa em Campo Belo (MG) no dia 15 de outubro de 2015 foi julgado nesta terça-feira (07/06) no fórum Raphael Magalhães. O juri popular considerou Deleon Pereira de 33 anos culpado. A pena aplicada ao homem foi de pouco mais de sete anos de reclusão. O defensor público, dr. Luiz Gustavo conseguiu desqualificar o crime de homicídio para lesão corporal seguida de morte. De acordo com o defensor, nos autos explica que quando a polícia chegou Deleon estava tentando estancar o sangue da vítima.
Segundo a acusação, ele matou a companheira- Fernanda Modesto dos Santos. Ambos estavam na residência do casal, no bairro Passatempo. Eles haviam ingerido bebida alcoólica, segundo apontou as investigações. Em entrevistá à época do crime, a mãe da jovem contou á reportagem que viu a filha 1 mês antes do homicídio. Ela lembrou como Fernanda respeitava tradições e era muito religiosa. Há uma linha da defesa que indica que a facada tenha sido acidental.
Relembrem o caso.
Homem é acusado de assassinar a mulher em Campo Belo MG
O feminicídio foi durante a madrugada no bairro Passatempo. Segundo a PM, após o crime o acusado teria chamado uma vizinha e contado a sua versão. Ela acionou a polícia. É o 4º homicídio de 2015 em Campo Belo, segundo tenente Adilson Alvarenga.
Um homem de 33 anos é acusado de matar a companheira na madrugada desta quinta-feira (15) na rua João Martins Diniz em Campo Belo (MG) . Segundo a PM, Fernanda Modesto dos Santos, de 32 anos foi morta com um golpe de faca. Militares encontraram-na sem vida e o marido sob o seu corpo, tentando estancar uma hemorragia. À polícia, Deleon Pereira disse que a vítima pediu-lhe para comprar bebida. Como não teria encontrado estabelecimento aberto, Fernanda teria iniciado uma discussão e o teria atacado com uma faca, mas que acabou atingindo o seu próprio corpo. A arma usada no crime foi recolhida pela polícia.
Ele tem antecedentes criminais. A vítima deixou três filhos de outro relacionamento. Segundo a funerária Nova Aliança, o corpo foi liberado pelo IML, levado para a residência da mãe de Fernanda (Rua Coronel Juca Barbosa, 703) e será sepultado às 17h00 desta quinta-feira.
O delegado dr. Célio Cabral também ouviu o acusado. Ele apresentou a mesma versão dada à PM. “Discutiram por causa de bebida, e ela teria tentado agredi-lo usando uma faca. A justificativa dele não é compatível com o ferimento da vítima,” acrescenta o delegado que lavrou o flagrante.
Quando chegou à delegacia, segundo dr. Célio, ele [Deleon] não sabia que a mulher já estaria morta. “Pediu à uma vizinha que chamasse uma ambulância. Ele não soube explicar à ela o que havia ocorrido. Estava alcoolizado. Ao chegar na delegacia, ele não tinha conhecimento de que ela (Fernanda) estivesse morta. Achou que fosse apenas ferimento”, revelou o policial.
De acordo com o tenente Adilson Alvarenga, Deleon procurou a vizinha pedindo-lhe ajuda. “Os militares foram acionados pela mulher, que o autor pediu ajuda. Ela deparou-se com a vítima no interior da residência já sem vida e com muito sangramento”, relatou o PM.
Ainda segundo a polícia, o casal estaria bebendo desde a noite anterior, e conforme declarações de vizinhos, ambos costumavam a beber e sempre discutiam.
Fernanda tem um irmão gêmeo, Fernando que é casado. Eles são filhos adotivos de dona Maria da Penha Valentino, moradora da rua Coronel Juca Barbosa. A mãe conta que a filha era muito religiosa, batalhadora, mas era viciada em álcool. Eles desaprovavam o atual relacionamento de Fernanda. A última vez que a viu foi na festa de Reinado no São Benedito, em setembro de 2015. “Queria que desse sequência aos estudos, meu patrão até ofereceu ajuda, mas ela se recusou. Desistiu do primeiro relacionamento, um rapaz bom, trabalhador (com quem tem filhos) e foi morar com esse que acabou com a vida dela. Eu sempre quis ter um casal de filhos, por isso os adotei. O Fernando vive conosco e ela foi viver com esse rapaz. Ela tinha os seus problemas, mas eu a amava”, disse a mãe.
Emocionada, dona Maria conversou com o diariocampobelo.com
