

▶️ Médico que atendeu centenas de pessoas em ação oftalmológica era residente; alguns pacientes adquiriram oculos. Após a descoberta os atendimentos foram suspensos e PM foi acionada
Os vereadores Gustavo Protásio Martins e Thalles Camilo foram até a Escola Municipal Cônego Ulisses para apurar as reclamações sobre a demora nos atendimentos oftalmológicos realizados no fim de semana (18 e 19 de outubro) e se depararam com outra situação. Além da demora no atendimento, eles constataram que o médico responsável pelos atendimentos, conforme o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), não possuía especialização em oftalmologia. O próprio profissional confirmou aos parlamentares que era médico residente.

Diante da constatação — e após já terem sido atendidas centenas de pessoas — a equipe decidiu interromper os atendimentos e deixar o local. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a situação.
Embora o prefeito Adalberto Ribeiro Lopes e o secretário de Saúde, Juliano Furtado Freire, tenham afirmado que desconheciam o fato de o médico não ser especialista, uma funcionária da Secretaria de Saúde acompanhou todo o trabalho durante o fim de semana.

Segundo o secretário, a empresa não informou previamente que haveria oferta de óculos aos pacientes, ponto que será apurado pela administração. Ele afirmou ainda que a logística do atendimento será revisada.
Juliano explicou que, embora um médico clínico possa realizar avaliações iniciais, ele não tinha conhecimento de que o profissional responsável pelos atendimentos era residente e não especialista em oftalmologia.

O Projeto Ver Melhor realizou, neste fim de semana, uma grande ação de atendimentos oftalmológicos em Campo Belo. Segundo os organizadores, mais de 400 pessoas passaram pelas avaliações, incluindo pacientes que aguardavam há meses na fila de espera do SUS.

Durante o evento, os participantes passaram por triagem, dilatação e exame autorefratário, antes de serem atendidos pelo profissional responsável pela consulta.
No entanto, após a ação, vereadores descobriram que o médico que realizava os atendimentos era residente em oftalmologia, e não especialista formado — o que gerou preocupação entre os parlamentares.
Alguns deles devem solicitar esclarecimentos oficiais à Prefeitura, questionando quem autorizou a execução do projeto e se havia respaldo legal para o exercício da função por um profissional ainda em formação.
Apesar da polêmica, muitos pacientes relataram satisfação com o atendimento e agradeceram pela oportunidade de passar pela avaliação. Outros, porém, reclamaram da longa espera e da forma como foi apresentada a oferta de óculos no local.

Publicado por Diário campo belo – 20/10/2025
