

Ela não se locomove tem pedido cirúrgico negado pela Secretaria de Saúde há mais de um ano.Eles também moram de favor, em um imóvel que precisa ser desocupado.
Ela pede socorro! Na cama há um 1 ano e 3 meses , perdendo os movimentos a cada dia, Zilda Ferreira vive um dilema. A moradora da rua Monsehor Romeu Borges em Campo Belo (MG) tem desgaste no fêmur, e já teve três AVCs (Acidente Vascular Cerebral); é diabética e hipertensa. Fala com dificuldades e vive em condições precárias. O marido e a filha deixaram de trabalhar para cuidar de Zilda. Segundo a Secretaria de Saúde da cidade, a cirurgia realmente foi negada, mas agora em março o Tratamento Fora domicílio (TFD) vai reencaminhar o pedido à Belo Horizonte.
José Carlos Ferreira não aguenta mais ver o sofrimento da esposa. “Precisamos de ajuda de uma pessoa mais forte”, revelou o marido.
Eles passam por privações. “Se não resolverem o problema dela, vou à justiça. A justiça pode demorar. Às vezes falta até comida”.
Somente ela é aposentada. Segundo José Carlos, a cirurgia poderia ser realizada em Campo Belo, porém o valor está fora do orçamento familiar. “Fazer faz, mas é R$ 15 mil, segundo dr. Ricardo”, revela o marido de Zilda.
De acordo com ele, quando procurou à Secretaria no ano passado foi hostilizado. Não teria sido atendido pela ex-secretária de Saúde.”Fui procurar a Lúcia, sequer me atendeu. Se fosse uma pessoa de influência, ela colocaria no colo. Sou pobre, mas sou digno”, pontou José Carlos.
Zilda tem um desejo. “Meu sonho é voltar a andar, moça!”, disse à reportagem dona Zilda.
Antes ela andava e até trabalhava. Foi justamente pelo esforço pesado que teria ficado doente. “Com o tempo aparecer o desgaste no fêmur de tanto trabalhar”.
Todos os procedimentos foram tomados, mas o TFD, segundo a moradora, é um jogo de empurra-empurra. “O TFD manda os meus papeis hospital de Belo Horizonte, mas a secretaria barra. Quando retornam a resposta é sempre barrado! Estou neste sofrimento. Precisam me tirar desta cama, está começando a aparecer feridas”, descreveu a moradora.
Além disso, o espaço em que moram (uma sala) onde colocaram os poucos pertences que possuem, é em casa em emprestada e eles precisam desocupa-la. O ambiente também está mofado. Um perigo à saúde de Zilda. “Meu marido e minha filha ficam trocando a cama de lugar quando chove. Preciso que minha casa (popular) saia logo. Aqui moramos de favor”, comentou.
