

No país, as mulheres podem votar há 93 anos. Resultado da luta das brasileiras em 1932, a alagoana Almerinda Farias Gama (1899–1999), advogada, jornalista, poetisa, sindicalista e política, seria uma das 1ᵃˢ mulheres a votar, no ano seguinte à lei. Porém, somente em 1965, a igualdade de direitos no voto foi consolidada ao se tornar obrigatória.
Desde então, avanços ocorreram, como a eleição de governadoras e de 1 presidenta da República, mas a participação feminina nos espaços de poder ainda é desproporcional à sua representatividade na sociedade.
Segundo o TSE, 52% do eleitorado brasileiro é composto pelas mulheres. Em contrapartida, somente 33% dos candidatos, em média, são mulheres — muito próximo à cota mínima de 30% estabelecida em lei.
Quando se trata de eleitas, o percentual é ainda menor: 15%. Atualmente, as mulheres são 51,8% da população e 52,5% do eleitorado. Apesar disso, ocupam somente 18% no Congresso Nacional, com 91 assentos de 594.
Além das dificuldades impostas pela violência política de gênero, há a necessidade de constante comprovação de competência. Segundo a ONU Mulheres, nenhum dos 189 países — incluindo o Brasil — signatários do Acordo de Pequim (1995), que prevê igualdade entre homens e mulheres, conseguiu, até agora, acabar o problema.
Publicado por Diário Campo Belo
06/03/2025
Fonte: #BrasildeFato
