

Um estudo realizado pelo Observatório da Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) revela que, entre 1º de janeiro e 2 de outubro de 2024, ocorreram 311 casos de violência contra lideranças políticas ou seus familiares que disputam cargos municipais nas eleições deste domingo. O número é quase o dobro dos registrados no mesmo período de 2020, que contabilizou 168 casos, e também superior aos 174 casos de 2022.
Segundo o pesquisador Pedro Bahia, um dos responsáveis pelo levantamento, a comparação com anos anteriores deve ser feita com cautela. Em 2020, por exemplo, a pandemia da COVID-19 afetou a campanha eleitoral, reduzindo o número de eventos presenciais e, consequentemente, as interações diretas, o que pode ter contribuído para a diminuição dos casos de violência física. Ele também destaca que as eleições de 2024, de caráter municipal, apresentam uma dinâmica distinta das eleições nacionais de 2022, o que explica a diferença nos números.
O estudo aponta ainda uma predominância de casos de violência física, com 167 episódios registrados (53,7%), incluindo 53 homicídios tentados e 35 homicídios consumados. Além disso, o relatório evidencia o aumento dos casos à medida que se aproxima o pleito. Outro tipo de violência identificado foi a psicológica, com 84 episódios (27%), seguida da violência econômica, violência semiótica e dois casos de violência sexual.
Entre os estados, o Rio de Janeiro se destaca com 17 casos, sendo nove deles na Baixada Fluminense. Em relação aos partidos, o União Brasil lidera a lista, com 38 episódios de violência contra seus pré-candidatos ou candidatos, seguido pelo PT (36 casos) e MDB (34 casos).
Esta matéria foi adaptada de CNN Brasil.
Publicado por Diário Campo Belo
04/10/2024 – 13:48
