

No dia 16 de abril, houve uma reunião com professores universitários e representantes de classe, envolvidos e interessados na manutenção da cota mínima do Lago de Furnas. O principal desafio era trazer a tona a realidade dos habitantes da região e proporcionar soluções para a agricultura familiar, turismo rural e demais condições que dependem diretamente das águas do nosso querido Lago. A PEC 52 já é uma EMENDA CONSTITUCIONAL 106/2020, é necessário elaborar um dossiê para formalizar as diretrizes que leva em conta o perímetro, o detalhamento cultural, ambiental e turístico a ser tombado e suas consequências. Neste contexto, foi colocado em pauta a elaboração do dossiê com um prazo e um custo. Neste sentido, o IEPHA já foi acionado e está buscando meios para a efetivação desse trabalho e a conclusão dessa etapa final de tombamento a nível estadual.
Segundo o presidente da ALAGO e prefeito de Cristais, prof. Djalma Carvalho “junto as instituições de ensino superior da nossa região, a ALAGO participará dos bons propósitos para alavancar o desenvolvimento da nossa região”.
Hoje os investimentos na agricultura familiar é visto como uma solução para os pequenos empreendedores no campo, segundo os estudiosos, há recursos disponíveis para fomentar e incentivar quem continua explorando o campo como alternativa de desenvolvimento econômico.
É necessário que mais instituições defendam os pequenos produtores e os alimentos de qualidade que eles colocam a disposição da nossa sociedade, em especial neste momento em que precisamos de uma boa alimentação no enfrentamento de doenças. Porem, o que vimos é algo que vai na contramão, a falta da água nos lagos comprometeu a irrigação e fez com que os pequenos produtores seguissem em busca de novas alternativas, inclusive nas cidades. Sobre o prisma da COVID-19, precisamos de forma responsável buscar retomar os trabalhos.
Sobre este novo cenário percebemos uma grande mudança de postura social, com os trabalhos sendo realizados por home office (em casa), muitas pessoas saíram dos grandes centros urbanos e se instalaram novamente nas nossas pequenas e confortáveis cidades da região. Diante disso, houve uma grande demanda nas loteadoras com a procura por imóveis em loteamentos residenciais.
A questão é: como alimentar mais pessoas com qualidade? Então como podemos atuar e agir? O quanto é importante a participação da ALAGO e das prefeituras? O olhar das instituições para ajudar a agricultura familiar. Setenta por cento do que consumimos vem da agricultura familiar. A terra tem um custo alto, a produção não pode parar.
As instituições devem disponibilizar informações e capacitação no sentido de modernizar as vendas dos pequenos agricultores, agregando valor, e permitindo o acesso ao mundo virtual.
É fundamental a união para fortalecer o agronegócio, especialmente aquele praticado em economia familiar.
O turismo rural também pode ser desenvolvido em parcerias, a exemplo da Emater- MG, SENAR, SEBRAE-MG., entre outros. A rota do café para as pequenas, médias e grandes propriedades tem um grande futuro.
OS PEQUENOS PRODUTORES PRECISAM APROVEITAR MAIS O TURISMO RURAL, as incubadoras de ideias existem para isso, na UNIFAL (Universidade Federal de Alfenas), existem estudantes dispostos a ajudar com desenvolvimento de produtos e ideias.
O momento é oportuno para tomar a decisão. Hoje o fato de ser possível nos reunirmos virtualmente facilita o este processo, e também nos mostra este novo cenário.
Os dados de produção que podemos encontrar na EMATER, podem ser transformados em ideias úteis.
TODOS OS DIAS CONTAMOS COM A PRODUÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR. “A transformação do tombamento do Lago de Furnas e de Peixoto, é o maior desafio. Debatemos com gigantes, como a ANEEL, ONS, ANA e Furnas em uma reunião em São José da Barra, onde o Ministro de Minas e Energia veio e nos garantiu o aumento do nível do lago, no entanto isso não ocorreu. Grandes nomes como o Presidente do Senado Rodrigo Pacheco sabe que o nível atual precisa ser aumentado e muito. O uso múltiplo das águas é no mundo todo garantido. O lucro dever ser para todos. O tombamento é uma prioridade muito importante para garantir a cota mínima, e a questão legal. Ficou claro que todas as universidades da nossa região estão abertas a realizar este trabalho do dossiê. “É uma luta de várias batalhas. Estaremos à frente da ALAGO para progredir neste sentido”.
PARTICIPANTES: Professor Rogério Prado – Unifenas; Prof. Renato Ferreira de Oliveira – Instituto Federal Sul de Minas/Machado; Professora Aloísia Rodrigues Hirata – IF Sul de Minas/Machado; Professor Cléber Ávila Barbosa – IF Sul de Minas/Machado; Professora Eliana Reis – UNIFAL-Alfenas; Professor Fábio Moreira da Silva – UFLA-Lavras; Elvira Terra -Presidente do Sindicato dos Produtores Ruais de Alfenas; Guilherme Fernandes Gomes – Presidente da Associação dos Feirantes de Alfenas e Djalma Francisco Carvalho, prefeito de Cristais e presidente da Alago.
Reprodução: Assessoria de imprensa da Prefeitura de Cristais
