
Um idoso de 68 anos que faleceu após hemorragia e em um dos últimos atendimentos teria sido liberado da UPA, segundo sua família, com hemoglobina a 5. Após este atendimento, conforme a família, o quadro clínico piorou, e, num segundo atendimento o médico do Pronto Socorro da Santa Casa constatou que sua hemoglobina chegou a 4. O estado era gravíssimo, razão pela qual foi encaminhado para o CTI onde recebeu 10 bolsas de sangue. Apesar dos esforços a situação se agravou e ele faleceu no domingo (27/12).
Uma das filhas acredita que se a hemorragia tivesse sido diagnosticada na UPA, o desfecho poderia ter sido diferente. A família contou à produção do Diário Campo Belo que o paciente chegou à unidade com uma forte cólica renal e vômitos. O primeiro atendimento ocorreu no sábado (19/12). Aplicaram injeção, fizeram alguns exames, e após os procedimentos os vômitos cessaram, e ele teve alta médica. De acordo com o relato da filha, desde sexta (18/12) o caminhoneiro sentia cólica renal.
No sábado (19/12) pela manhã o levaram à UPA. Após avaliação clínica, a médica prescreveu e aplicaram injeção. “No domingo o levamos ao PAM e diagnosticaram cálculo renal. Na segunda-feira (22/12) ele foi viajar, mas a noite passou mal novamente. Na quarta (23/12) foi avaliado por urologista e ele fez o relato da área dele. Na quinta piorou e o Samu o levou pela segunda vez a UPA”, detalhou a filha.
Ela teria relatado à médica os procedimentos já adotados em atendimentos anteriores e a evolução do quadro. “Meu pai estava fraco, perdendo muito sangue, pressão baixa. Ele foi medicado, cessou os vômitos, fez hemograma, mas ela o liberou sem condições clínicas”, entendeu a filha.
A família considera que houve negligência nesta liberação. “Ele estava em estado de perder a consciência. A partir das 11 horas de quinta até as 18 horas ele piorou. O levamos pro P.S. O médico conseguiu reanima-lo-lo. A hemoglobina no PA estava chegou a 4. Ele teria que ter sido internado pela UPA, tomado bolsa de sangue. O estado era gravíssimo. Diagnosticaram uma hemorragia interna no esôfago e no fígado. Ele corria risco de morte”.
Ainda conforme a filha, eles ressaltaram a médica da UPA o resultado da tomografia. “No exame já indicava uma hérnia. O hemograma, feito na UPA, também mostrou que a hemoglobina estava baixa”, relembrou.
A médica tinha que ter enviado pra sala de emergência e aplicado bolsa de sangue no paciente, na opinião dos familiares. “Ela disse que meu pai tava bem por ter cessado o vômito”.
A filha ainda acrescentou que quando o pai ainda estava na sala vermelha do Pronto Socorro da Santa Casa o médico avisou sobre os riscos e fez alguns questionamentos. “Nenhum médico observou que o seu pai estava com cirrose hepática? No caso originado de comida gordurosa, pois meu pai não bebia com frequência. Eu respondi que não. Então ele foi encaminhado para o CTI. Ele ficou desde quinta à noite no CTI. No sábado foi entubado e faleceu no domingo pela manhã”, pontuou a filha.
Outro lado
A produção do DCB procurou a direção da UPA para saber a respeito do atendimento do idoso. Procuramos a direção da Clínica que administra a unidade de pronto atendimento. O diretor disse que iria apurar, mas até o momento não houve retorno. Na manhã desta segunda-feira (28/12) entramos em contato com a direção administrativa da UPA. Isaias disse que passaria o caso para a diretora clínica técnica, dra. Terezinha Ferreira. Até o fechamento desta edição ninguém se manifestou.
