

Moradores do bairro Belvedere, próximo à APAC, em Campo Belo (MG), estão revoltados com a queimada provocada no bairro. O fogo se alastrou rapidamente e a fumaça tomou conta do local. Embora seja prática adotada em meio agrícola, em alguns casos sua aplicação pode perder o controle, provocando grandes incêndios, além disso é alvo de críticas por parte dos ambientalistas. No começo do mês de setembro, a prática provocou pânico nos moradores da Comunidade do Bom Jardim, zona rural de Campo Belo. Eles sofreram por dias com o fogo que se alastrou e foi necessária a atuação do Corpo de Bombeiros de Formiga para eliminar as chamas.
Para a moradora do bairro, uma situação lamentável e fato recorrente. “Tá difícil, segunda-feira a noite foi osso. O cheiro de fumaça tava insuportável dentro de casa, ressecando a garganta da gente e fazendo lacrimejar, abri a janela pra ventilar ficou pior ainda. Sem contar a sujeira”, pontuou a moradora.
A maior parte das queimadas, ocorre por ação humana, por razões variadas: limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos, colheita manual de cana-de-açúcar, vandalismo, queda de balões, disputas fundiárias e protestos sociais, entre outras. O Brasil perde, a cada ano, cerca de 15 mil km2 de florestas naturais por causa de incêndios.
As queimadas alteram ou mesmo devastam totalmente os ecossistemas: destroem a fauna e a flora; ao matarem os microrganismos do solo, tomam-no mais pobre; calcinando a sua superfície, reduzem a penetração de água no subsolo.
De um ponto de vista mais amplo, as queimadas são responsáveis por modificações na composição química da atmosfera e, por extensão, influem de forma negativa sobre as mudanças climáticas do planeta, contribuindo para o aumento do efeito estufa e, portanto, para o aquecimento global.
Fonte: DCB e Coladaweb.com
