

No primeiro dia foram coletas 200 assinaturas.
O Movimento “Mães em Ação”, idealizado por Luciana Nobre, ganha força. A iniciativa visa coletar assinatura que solicita ao Prefeito Alisson de Assis Carvalho e ao Secretário de Saúde, José Assunção, a contratação de um profissional que atenda a demanda infantil permanente na UPA de Campo Belo. No primeiro dia da ação, Luciana conseguiu 200 assinaturas em apenas uma hora. Nobre tem o apoio de outras mães e até um grupo foi criado para que se manifestem. Assinaturas também serão colhidas nos bairros e pontos estratégicos da cidade.
Luciana é estudante de direito e contou ao DCB que a Proposta visa coletar pelo menos 2000 assinaturas e as mães têm colaborado. “Não é um movimento político, não temos pretensão alguma de tirar vantagens políticas. Este movimento objetiva apenas que o governo municipal cumpra uma determinação assegurada em Lei. Consta no Estatuto da Criança e do Adolescente. Estou lutando não só para um atendimento digno para meus filhos, mas todas as crianças que precisam de um especialista quando procura a Unidade”, explicou Luciana.
Mães da Comunidade dos Dias, Distrito do Porto dos Mendes, diversos bairros da cidade e também cidades vizinhas como Cana Verde.
Nesta terça-feira (17/03), Luciana estará no bairro São Benedito. “Pediatra é direto de nossas crianças, o povo unido faz a diferença! Quem não cobra não recebe! Então vamos nos unir pacificamente nesse intuito que temos grandes chances de conseguir! Depois da coleta das assinaturas, Luciana irá com um grupo de mães à prefeitura tentar se encontrar com o prefeito. “Estou muito feliz, pois a aceitação a iniciativa tem sido acatada pelas mães. “Estão me procurando para assinar e também se oferecendo para coletar assinaturas nos bairros”, animou-se Luciana Nobre.
Ela conta que tomou esta iniciativa após ter uma experiência ruim com a filha na Unidade de Pronto Atendimento. “Quando a Antonella foi medicada erroneamente na UPA sofremos muito! Ela está sofrendo as conseqüências até hoje. Dr. Alisson esteve em minha residência e disse que não havia como contratar uma pediatra 24 horas para atender na UPA, mas o estatuto diz o contrário. Do jeito que funciona atualmente, comparece quando é chamada, não tem atendido a demanda. As crianças sofrem e os pais sofrem mais pela angústia dos filhos”, pontuou a estudante de direito.


