


O presidente da Câmara esteve com o coordenador da Vigilancia, Everton, Otacílio (FUNASA) na manhã desta com quinta.
A morte de Patrícia Cristina Almeida de 42 anos, com suspeita de dengue grave (hemorrágica), será investigada. Patrícia faleceu na madrugada desta quinta-feira (06/02). Familiares haviam saído da Santa Casa de Misericórdia de Campo Belo (MG) quando receberam o telefonema da Instituição avisando sobre o óbito da paciente, por volta da meia noite. Ela estava na UTI do hospital desde às 11h30 de quarta-feira (05/02). Antes, Patrícia aguardava na UPA da cidade a liberação de uma vaga para a transferência, segundo a irmã, Ivanice Aparecida. Há aproximadamente um mês outra mulher também morreu em Campo Belo. O exame realizado pela FUNED confirmou que Maria Aparecida Cardoso de 46 anos, também tinha dengue.
Em reportagem concedida a EPTV, o Secretário de Saúde, José Assunção, disse que a paciente apresentava sintomas da doença, mas é necessário aguardar o resultado dos exames pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED).
O material para sorologia foi colhido pela Santa Casa e enviado para a fundação. O secretário ainda afirmou que a paciente era hipertensa.
De acordo com Ivanice Aparecida (irmã da paciente), Patrícia sentiu um mal estar e dores pelo corpo na semana passada. Na sexta-feira (31/01), a cozinheira procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Foi avaliada, medicada e liberada. O resultado do exame preliminar havia indicado dengue, segundo a irmã. Patrícia continuou sendo tratada em casa. Sem mostrar melhoras no quadro clínico, no domingo (02/02) ela retornou à Unidade e ficou internada.
Na quarta-feira (05/02) o caso se agravou e ela foi entubada e levada para a UTI da Santa Casa. Conforme relatos da família, as plaquetas de Patrícia apresentavam baixa a cada exame realizado: de 50 mil, ela chegou à Santa casa com 19 mil. “Na terça-feira pela manhã, Patrícia ainda conversou conosco. Nós estávamos aguardando a liberação desta vaga para a UTI. O médico já havia dito que era dengue hemorrágica e o caso era grave. Estamos desolados”, desabafou Ivanice.
O corpo de Patrícia foi velado na Igreja do Bairro da Feira e será sepultado às 17h30. Muita dor e comoção no velório da campobelense. Ela deixou três filhos, noras e netos.
Casos de dengue
Esta é a segunda morte suspeita de dengue em investigação em 2020 em Campo Belo. O material para sorologia de Maria Cardoso ( que morreu em 5 de janeiro) foi enviado para a FUNED. O resultado da Fundação apontou que a mulher tinha dengue.
Setor Endemias
A produção do DCB procurou o Setor de Epidemiologia da cidade. O Presidente da Câmara, Wilson Pimenta, também estava no local conversando com o coordenador. A repórter Kelly Cristina havia conversado com o chefe do Legislativo minutos antes para ter detalhes sobre a fiscalização do poder nesta questão de prevenção da Dengue em Campo Belo.
Everton não pode gravar entrevista, mas contou ao presidente e à reportagem do DCB que o setor de epidemiologia faz visitas nas casas dos moradores. Já notificou o jurídico sobre a recusa de alguns moradores quanto á entrada dos agentes nos imóveis e que já foi pedido ao Governo do Estado uma Força Tarefa para a cidade.
Quanto ao FUMACÊ, Everton disse que o produto chegou, mas a chuva tem dificultado a aplicação do mesmo.
O presidente disse que entrará em contato com o governo do Estado, em Belo Horizonte, para verificar o atendimento da demanda solicitada pelo coordenador da Vigilância Epidemiológica.
Ainda segundo o presidente, um Projeto de Lei para a contratação de mais agentes neste momento de crise também deve ser analisado e aprovado pela Casa nesta quinta-feira.
Em Minas Gerais, são mais de 6,9 mil casos prováveis em 2020 – 631 no Sul de Minas. Só em Campo Belo, são 366, segundo o coordenador.
O gráfico do setor de epidemiologia já classifica o município como Alto Risco.

O gráfico classifica Campo Belo como Alto Risco (Reprodução: SRS)
Combate ao Aedes Aegypti: prevenção e controle da Dengue, Chikungunya e Zika
A população precisa se unir e ajudar nesta guerra contra o mosquito transmissor da dengue. A adoção de medidas simples que podem contribuir para a prevenção da dengue, auxiliando na disseminação de informações sobre o assunto é um dos caminhos.
O Ministério da Saúde convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.
O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por essas doenças.
No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.
Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Essa é a única forma de prevenção. Faça a sua parte. #CombateAedes
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde
Campo Belo: Exame da Funed confirma que mulher que veio a óbito na Santa Casa tinha dengue
Deixe o agente entrar e verificar o seu quintal
Denunciem à Vigilância Epidemiológica os possíveis focos de dengue
