

Aos 22 anos a campobelense Inaê Leandro se prepara para o lançamento da sua segunda obra literária. O Lançamento será erá no cineteatro do CEU, dia 18 de agosto. A primeira obra – O Construtor de Mim, publicado em 2016 pela Virtual Books Editora, foi um sucesso. Atingindo a meta de mais de 1000 exemplares vendidos.
DCB: O que significa a literatura para você?
A literatura pra mim, significa muitas coisas, mas a maior dela é sempre ser um refúgio agradável. Sempre que tenho algum momento ruim, eu posso ler algo e clarear a mente. Sempre que eu estou muito feliz, eu posso me aventurar em uma nova história, conhecer novos lugares e novas pessoas sem sair do meu quarto. É além de tudo uma redescoberta de quem eu sou de verdade. Os momentos em que mais aprendi sobre mim mesma, foram momentos em que eu estava lendo. A literatura é algo que transcende as páginas de um livro, é maior que todas as bibliotecas juntas, é viver várias vidas em poucos anos.
DCB: O que a levou ao mundo da literatura?
Apesar de atuar em setor financeiro, nunca me vi fazendo algo puramente pelo lucro. Há algo além disso. Dinheiro é muito importante, pois nos garante muitas coisas boas, mas não é tudo. Desde que comecei a ler, sempre que termino um livro, penso no que aprendi com ele. Sempre pensei nas pessoas que escreveram os livros também. Fico imaginando suas vidas, suas próprias histórias e o que as motivaram a escrever. Meu autor preferido é Dan Brown, autor de livros mundialmente famosos como o Código da Vinci, Símbolo Perdido, Anjos e Demônios entre outros títulos conhecidos. E sempre que leio algo dele, penso em quantos anos ele passou estudando para nos dar conhecimento em apenas algumas páginas e aí veio a questão: eu posso compartilhar o que aprendi também!
Tudo que escrevo, são coisas que aprendi ou coisas que estou tentando aprimorar. E vejo o quanto isso faz diferença na vida daqueles que estão lendo. A literatura amplia nossos horizontes de uma forma inexplicável e apaixonante. Quando escrevo, convido outros a novas descobertas e isso é o que me motiva.
DCB: Qual o conteúdo do Livro? É uma sequência do primeiro?
O livro se chama rePENSE, sim, escrito dessa forma mesmo. Escrito dessa forma, convido todos a uma viagem ao cerne de nossos pensamentos. É um convite, uma incitação, uma chamada para pensarmos ou repensarmos que rumo estamos tomando. Não tenho nenhuma resposta, apenas perguntas. As respostas já estão com cada um. O livro tem a missão e o privilégio de nos fazer acordar para o hoje, que acontece aqui e agora e analisar, onde nossas ações do hoje, nos levarão – que futuro estamos construindo?

Sim, o livro é uma sequência do primeiro, de forma de quem leu o anterior, conseguirá acompanhar com mais clareza as ideias do segundo. No entanto, aqueles que não leram o primeiro, não ficarão prejudicados, pois fazemos um overview do primeiro, dessa forma o leitor será capaz de abstrair os conceitos ali mencionados.
Quais os incentivos que vocês, escritores tem?
O meu autor preferido é Dan Brown, como citado acima. Os contextos que ele criou em seus livros, são simplesmente excepcionais. O mistério e a forma como Dan nos instiga a pensar, é fantástica! Os seus livros já me levaram a lugares incríveis, que não há palavras para descrever.
Rhonda Byrne é autora do livro O Segredo, o livro que foi o marco zero da nova história que quero contar e que tenho contado. A lei da atração é real e funciona. Sempre funcionou e descobri-la através das palavras de Rhonda foi um tesouro inestimável.
O livro O Poder do Hábito, escrito por Charles Duhigg, é o presente que eu gostaria de ofertar a todos aqueles que conheço. A criação de um hábito, não é algo tão complexo como pensamos, mas é algo muito importante que nós com frequência negligenciamos. Esse livro é aquele que leio sempre que vejo a vida tomando rumos indesejáveis.
Profecia Celestina, escrito por James Redfield, lembrou-me de que tudo é convertido em energia e que precisamos equilibrar as nossas se quiseremos ter qualidade de vida. É um livro antigo, mas que pode deixar qualquer pessoa em atitude reflexiva.
E não poderia deixar de mencionar, meu autor brasileiro preferido, Machado de Assis. Ele é o cara! Seus livros(os quais já li boa parte), fazem-me acreditar que a literatura brasileira é mesmo rica e poderosa. E claro, a melhor que eu conheço. Helena, é meu título preferido dele. Se quer uma boa história, leia esse livro. Suas horas passarão como num piscar de olhos e quando acabar de ler, desejará uma releitura.
DCB: Desde quando você escreve?
Diria que desde quando aprendi a fazê-lo rsrs. Tenho lembranças de escrever muito bilhetes para meus familiares e amigos, desejando-lhes um bom dia ou algo semelhante. Sempre gostei de ver um sorriso no rosto das pessoas, após lerem algo que escrevi. Mas foi na escola que essa paixão foi ampliada. Foi no Ensino Fundamental, na antiga 4ª série que fui recohecida pela primeira vez, por algo que escrevi. Eu estudava na Escola Estadual Abílio Neves, era aluna da Conceição Teixeira e foi naquele ano, que minha redação do PROERD ganhou destaque. Uma foto minha e da minha redação, foram parar no jornal da cidade na época!
Depois disso, fiquei em 3º lugar do estado de Minas Gerais no concurso Jovem Senador, do Senado Federal em 2013. Nesse ano, eu estudava na Escola Estadual Padre Alberto Fuger e minha escola até recebeu um certificado do Senado. Foi um momento muito especial!
Também em 2013, ganhei um concurso de crônicas, promovido pela grande professora de Língua Portuguesa, a Neide. Nós nos tornamos bem próximas após essa ocasião.
Em 2014 escrevi o primeiro livro, que veio a ser publicado dois anos depois, em 2016. E e agora, o novo livro rePENSE. Novidades em breve virão!
Quando será o lançamento da obra?
Essa obra não foi escrita esse ano, foi escrito em 2015 mas venho fazendo modificações constantes ao texto original. E o lançamento oficial se dará no Sábado, dia 18 de Agosto do cineteatro do CEU, em Campo Belo-MG.
DCB: Finalizando, quais as expectativas?
Quando lancei o primeiro livro, minha pretensão era alcançar e mudar a história de pelo menos uma pessoa. E bem, não sei mais quantas histórias estão sendo contadas diferente agora por terem lido o primeiro. Mas minhas expectativas são modestas, espero poder alcançar o coração de pelo menos uma pessoa também e dar o empurrãozinho que essa pessoa precisa, para alterar o rumo de sua história. Escrever um livro é como maçã: você conta quantas sementes tem em uma maçã, mas nunca poderá contar quantas maçãs tem em uma semente.
