Otaviano (Zezé) é dentista e músico. Ele teve a sua composição selecionada entre as 20 do Festivale. (Foto: reprodução DCB)
Campo Belo é celeiro de artistas. Muitos já se destacaram todo o país, inclusive em rede nacional (como Geovanna Alvarenga). Além de músicos, cantores, a cidade tem nesta gama de artistas compositores. E é lá no Vale do Jequitinhonha que o campobelense José Otaviano Miguel (Zezé como é conhecido) de 49 anos se destacou. O dentista, por profissão, aperfeiçoou o seu talento artístico durante a sua trajetória de vida neste ano de 2018 a obra de sua autoria foi uma das 20 composições selecionadas para concorrer no Festivale, um dos maiores festivais de cultura popular do Brasil que está acontecendo em Felisburgo (MG), Vale do Jequitinhonha. Com a música “Velho Sol”, Otavius (nome artístico) se apresentará nesta quinta-feira (26/07).
Zezé mora em Felisburgo há 4 anos e meio (onde atua como funcionário público de carreira). Mas há 10 anos começou a se aperfeiçoar na área musical. Incentivado pela família, o músico enviou sua composição para a equipe julgadora e foi surpreendido pela seleção. “Aprendi a gostar de violão mais clássico. Estudei bastante. Tenho como inspiradores os consagrados Paulinho Pedra Azul e Rubinho do Vale”, citou o compositor que é casado com uma arcoense e tem um filho.
O campobelense está ansioso para a apresentação. “Será uma apresentação simples, mas já me considero um vitorioso. Uma oportunidade ímpar”, avaliou.
História do Festivale
Tudo começou em 1980. Desde então, o Festivale — Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha — reúne anualmente artistas, cantadores, atores, folcloristas e inúmeros apreciadores da cultura para uma grande festa popular. São feiras de artesanato e folclore, cursos, oficinas de teatro, artes plásticas, regadas com muita música, teatro e dança.
O Festivale foi idealizado no final dos anos 70, com o objetivo de manter e preservar a cultura do Vale do Jequitinhonha, através do jornal Geraes, criado em março de 1978 por jovens universitários residentes em Belo Horizonte, “filhos do Vale”, e integrados ao movimento estudantil, que incluíam Aurélio Silby, Carlos Figueiredo, George Abner e Tadeu Martins.
Crescimento do Festivale
Inicialmente foi um festival de música, onde cantores e compositores, até então desconhecidos, puderam mostrar seus trabalhos, revelando ao povo brasileiro grandes talentos, como Paulinho Pedra Azul, Tadeu Franco, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Pereira da Viola e tantos outros.
Nos anos seguintes, o festival de música foi se abrindo a outras formas de cultura. As feiras de artesanato se fizeram acompanhar das mais diferentes manifestações folclóricas da região, guardiãs das histórias vivas do povo. Em seguida, passa a contar com equipamentos e cursos para trabalhadores rurais. E assim, veio também a “noite literária”, um concurso de poesias de autores do Vale. Num dado momento, o festival obteve de tal forma as simpatias e o apoio do povo da região, que chegou a contar com mais de cinco mil participantes, como no festival de Medina.
A cada ano o evento ocorre em uma das 85 cidades que compõem o Vale, e já percorreu 17 dessas cidades, revelando grandes talentos, muitos deles já compondo o elenco de personalidades da literatura e da arte brasileira, cantando a vida do povo, suas dificuldades e suas conquistas.
Fonte: Blog do Banu e Página oficial do Festivale
