


A equipe da PC fez uma simulação no local do acidente para medirem com precisão a velocidade em que os veículos estavam no dia do acidente.
A equipe da PC realizou na terça-feira (05/06) uma perícia no local do acidente de trânsito que vitimou Thamiris Albernaz Pereira na madrugada de 28 de abril de 2018. Com uma viatura da PC o perito substituiu o condutor que estava no dia da tragédia e fizeram várias simulações: com velocidades de 40, 50 e 70 km/h. O trabalho integrará o inquérito que apura a morte da jovem, que teve uma lesão cervical, foi encaminhada à UPA da cidade por um casal que estava próximo ao local e depois transferida para Belo Horizonte, mas não resistiu. No dia do acidente a jovem teria pedido uma carona, segundo um familiar. Após conclusão (deve falta 30%) o inquérito será encaminhado ao MP.
Dr. José Rubens Nogueira Neto, delegado responsável pelo caso, concedeu entrevista ao DCB e explicou como está o andamento das investigações. Segundo ele, a perícia desta terça (05/06) será peça importante para comparar com as imagens das câmeras de segurança que registraram as cenas do acidente. Até o momento, duas pessoas foram identificadas. “A princípio, o condutor era habilitado”, disse o delegado.
Ele acrescentou que o tralho realizado pela perícia na Praça Central dará mais precisão para identificarem a velocidade real em que os veículos eram conduzidos. “É um trabalho mais pericial, para produzir uma prova objetiva, no sentido de determinar principalmente a velocidade dos veículos envolvidos no acidente que vitimou Thamires. Com base nas câmeras das casas vizinhas, conseguiremos estabelecer com mais precisão a velocidade dos veículos”, detalhou dr. Neto.

De acordo com Dr. José Rubens Nogueira, o trabalho é complexo e demanda tempo. “As coisas às vezes não acontecem na velocidade e na quantidade que queremos, muitas vezes pela deficiência que possuímos.(Foto: arquivo diariocampobelo.com)
Ainda de acordo com ele, o trabalho é complexo e demanda tempo. “As coisas às vezes não acontecem na velocidade e na quantidade que queremos, muitas vezes pela deficiência que possuímos. Mas estamos realizando nosso trabalho com a maior qualidade e rapidez possível”, garantiu.
O delegado completou que o trabalho está em fase de conclusão. “Mas estamos realizando um exame pericial no local. Isso tudo será colocado no papel e não é algo tão simples de se fazer, como vocês podem observar. Até os peritos entregarem este laudo e os fazermos alguma outra oitiva que resta (colher declarações e depoimentos), eu acho que já está em 30% final do inquérito policial”, declarou o delegado.

Thamires teve uma lesão cervical, foi encaminhada à UPA e transferida para Belo Horizonte, mas não resistiu. (Foto: arquivo pessoal)
Conforme as declarações do policial, o caso pode se tornar homicídio doloso (quando há intenção de matar) ou culposo (sem intenção). “Ainda é cedo para uma conclusão desta, mas pode ser indiciado por homicídio doloso ou culposo”, citou.
Segundo ele, até o momento a polícia civil tem a confirmação de dois carros envolvidos no acidente. “Estamos tentando descobrir a realidade dos fatos. Temos provas de que eram apenas dois carros. É muito cedo para falar que eles estavam apostando uma corrida como foi ventilado principalmente em redes sociais na época do evento”, frisou dr. José Rubens.
A madrinha da jovem acompanhou o trabalho da polícia. A mãe de Thamiris ainda está muito abalada.
