


o inicio de julho de 2015, o diretor administrativo do hospital garantiu que a denúncia feita ao Diariocampobelo.com não tinha procedência, entretanto, a Secretaria Municipal já havia denunciado o caso à SES-MG e a escala de plantões confirma a situação.
A população de Campo Belo, sul de Minas, há alguns meses vem enfrentando sérios problemas nos atendimentos de urgência e emergência cirúrgicos cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a Santa Casa de Misericórdia São Vicente de Paulo, embora tenha recebido incentivo mensal de R$ 300 mil, não cumpriu as suas metas. Em julho de 2015, por exemplo, a escala de Plantão médico de cirurgia ficou descoberta 11 dias. Questionado á época pelo assunto, a diretoria do hospital negou a situação. Com a confirmação da Secretaria de Estado, torna-se público que a informação recebida pelo site era procedente. Segundo o convênio (Retaguarda do Rede-Resposta) assinado no final de 2014 – credenciando a Instituição como referência, eles receberiam R$ 4 milhões do Governo do estado, dividido em parcelas. Algumas delas foram depositadas. “A SES-MG está tomando todas as medidas para que a população não seja prejudicada e está discutindo um novo desenho da Rede de Urgência e Emergência para a Região Ampliada de Saúde Oeste”, constou na resposta oficial que a Assessoria de Imprensa do Estado enviou ao Diariocampobelo.com.br
Antes desta apuração realizada pelo site de notícias faltava muito conhecimento para saber quem eram os culpados. Um jogo de empurra-empurra entre Santa Casa e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e os pacientes sem saberem da real situação e sem atendimento adequado, conforme indica o quadro clínico do usuário do SUS (urgência). O Diariacampobelo.com entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, que por sua vez, não quis se manifestar, mas relatou que havia tomado as providências legais. Mais tarde a produção do informativo teve acesso a Escala de Cirurgica da Santa Casa e nela constava a ausência de plantonistas em quase metade do mês e a população correndo um sério risco, pois na hipótese de um acidente, o paciente poderia não suportar a demora na transferência para Oliveira (MG).
Em resposta ao Diariocampobelo.com, a SES-MG informou que “em novembro de 2014 foi implantada a Rede de Urgência e Emergência da Região Ampliada de Saúde Oeste. A Santa de Casa de Campo Belo foi classificada como hospital de referência para atender pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), passando a receber um incentivo mensal de R$ 300.000,00. Parte do incentivo financeiro é variável, de acordo com o resultado alcançado nos indicadores estabelecidos para a instituição.
Houve uma carência de seis meses para a instituição se adequar, com o apoio da Superintendência Regional de Saúde (SRS/SES/MG) e do gestor local (Secretaria Municipal de Saúde). Após esse período, a instituição foi avaliada não cumprindo o indicador de manter o corpo clinico exigido para sua especialidade e metas estabelecidas.
A SES-MG está tomando todas as medidas para que a população não seja prejudicada e está discutindo um novo desenho da Rede de Urgência e Emergência para a Região Ampliada de Saúde Oeste”.
Atenciosamente,
Míria César
Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado de Saúde – MG
Há duas semanas, a família de um jovem viveu momentos angustiantes. Eles tinham que amparar o paciente diagnosticado com apêndice e enfrentar o jogo de empurra entre as duas instituições (Santa casa X UPA). Mas, neste caso a Unidade de Pronto Atendimento estava correta. Ao final das discussões ele foi encaminhado a Oliveira, onde realizou-se o procedimento cirúrgico.
Definição do Rede Resposta
Uma reunião entre secretários de saúde municipais, gestores e prestadores hospitalares realizada em 18 e 19 de agosto de 2014, emDivinópolis, discutiu a implantação da Rede de Urgência e Emergência na região.
No encontro os presentes falaram sobre a tipologia dos hospitais segundo os níveis de atenção e também quais serão as instituições que farão a composição da Rede de Urgência e Emergência. Foram definidos 18 hospitais que farão parte da Retaguarda Hospitalar do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
No primeiro encontro realizado em março de 2014 foram definidos todos os componentes do Samu, as unidades de suporte avançado e básico e a distribuição das equipes com as ambulâncias nas cidades. A Rede de Urgência e Emergência dá início à regionalização do Samu nos 54 municípios da macrorregião, beneficiando cerca de 1,2 milhão de pessoas. No total serão seis oficinas, sendo que as datas das próximas quatro ainda serão definidas.
Confira as 18 cidades que terão hospitais fazendo parte da Retaguarda Hospitalar da Rede de Urgência e Emergência:
Nível I
Divinópolis
Campo Belo
Formiga
Em quatro de julho, a reportagem do Diário procurou a diretoria da Santa Casa, que negou a escala e disse mais: “A Santa Casa atenderá até 31 de dezembro”.
Relembre o caso.
Cirurgias de urgência não estão suspensas na Santa Casa, segundo Diretor Administrativo.
O Diariocampobelo.com recebeu uma denúncia de que cirurgias de emergências pelo SUS (Sistema Único de Saúde) realizadas na Santa Casa de Misericórdia São Vicente de Paulo estariam suspensas em Campo Belo (MG) entre os dias 01 a 06 de julho. O fato deixou às pessoas que tomaram conhecimento do assunto apreensivas, pois casos graves como apêndice, baleados, acidentados, não suportariam a demora. Entretanto, o diretor administrativo da Instituição garantiu à reportagem que o bloco cirúrgico está aberto e há especialista de sobreaviso. Ele ainda teria a retaguarda de Oliveira (MG).
De acordo Anataniel Reis de Oliveira (Tiel), a Santa Casa atenderá a demanda cirúrgica. Lembrando que o hospital tem o convênio com o estado através do programa rede-resposta. Para esta finalidade, o governo de Minas liberou mais de R$ 4 milhões pago em parcelas via Secretaria Municipal de Saúde.
A reportagem do Diariocampobelo.com chegou ao hospital na sexta-feira (02), por volta das 16h40 e aguardou quase 40 minutos para ser atendida. Procuramos o diretor técnico do corpo clínico, dr. Lázaro Henrique, ele disse (pela recepcionista) que seria com o Tiel. O diretor administrativo recebeu a reportagem, mas queria saber quem teria informado sobre o questionamento. “Quem falou, posso saber?”, questionou o administrador.
Em resposta, a reportagem do site disse que fonte não se revela, somente em juízo e que gostaríamos de saber se tem procedência ou não. Tiel foi categórico e confirmou que o bloco cirúrgico não fecha, mesmo para o Sistema Único em emergência, contrariando a denúncia recebida. “Não existe este fato, se vier pela UPA o hospital está pronto à atender”, garantiu Tiel.
Ele foi além. “Até 31 de dezembro atenderemos no bloco cirúrgico”, acrescentou.
Questionado sobre o fato de atendimentos em junho terem sido realizados em Oliveira, Tiel relatou ser um procedimento normal. “É corriqueiro Oliveira nos dar esta retaguarda e vice-versa”, completou.
Reportagem publicada em 4 de julho.
