

▶️ Incidente ocorreu durante deslocamento entre prédios; hospital diz que não houve danos
A esposa de um paciente de 65 anos, vítima de atropelamento em fevereiro, relatou uma série de situações ocorridas durante o atendimento hospitalar na Santa Casa de Campo Belo (MG), incluindo falhas no fornecimento de oxigênio, uma queda durante transporte e agravamento do quadro clínico. O caso foi investigado pela equipe responsável pela segurança do paciente na unidade. Segundo o hospital, o paciente realizou o exame logo após o ocorrido e, durante a apuração, não foram constatados danos decorrentes da queda. Com relação à queixa sobre o suposto mau funcionamento do equipamento, a equipe de enfermagem do hospgarante que a informação não procede. Segundo os profissionais, o paciente recebeu atendimento adequado e o que ocorreu, de fato, foi uma queda na saturação, sendo que a máscara de oxigênio apresenta melhor desempenho em comparação ao cateter. Ainda conforme a equipe, pouco antes da transferência do idoso para o CTI, foi observado que ele não estava bem, havendo suspeita de embolia. Por esse motivo, foi realizada a mudança para o tratamento intensivo.
▶️ Atropelamento
Segundo Dona Elenice, o marido foi socorrido pelo Samu e levado à unidade, onde deu entrada na chamada “sala vermelha”. De acordo com ela, a hemorragia interna só foi identificada algum tempo após o atendimento inicial, quando um segundo médico avaliou o paciente e constatou a gravidade do caso.
Diante da situação, o paciente foi encaminhado com urgência para cirurgia, realizada pelo médico citado como Dr. Fabrício. O procedimento, que incluiu a retirada do baço, foi considerado bem-sucedido, e o paciente apresentou evolução positiva nos dias seguintes.
Ainda conforme o relato, após deixar o CTI, ele chegou a caminhar pelo corredor, tomar banho e se alimentar normalmente, demonstrando melhora significativa no quadro clínico.
No entanto, a esposa afirma que, na tarde de um dos dias de internação, percebeu falhas no fornecimento de oxigênio. Segundo ela, mesmo após alertar a equipe, foi informada de que o equipamento estava funcionando normalmente. Algum tempo depois, ao verificarem os sinais vitais, os profissionais teriam constatado queda na saturação, levando o paciente de volta ao CTI.
Já durante a noite, a família foi informada de que o paciente havia sofrido uma queda durante o transporte para realização de exame. A princípio, segundo o relato, foi dito que não havia ocorrido nada grave.
Entretanto, ao visitá-lo, Dona Elenice afirma que o marido se queixava de dores intensas. Nos dias seguintes, exames teriam identificado agravamento de lesões, incluindo fraturas em costelas, além de dores no ombro, perna e dedo.
A esposa também relata que percebeu uma alteração física nas costas do paciente, que, segundo ela, não existia antes da queda.
O caso levanta questionamentos sobre a condução do atendimento e as condições de segurança durante o transporte interno de pacientes, especialmente diante da divergência entre o relato da família e a versão apresentada pela instituição.

▶️ Versão do hospital
De acordo com as informações, a notificação foi registrada no dia 13 de fevereiro, relatando a queda de um paciente durante o deslocamento entre prédios para a realização de um exame de angiotomografia.
Segundo o relato, o paciente estava em uma maca e era transportado por ambulância quando, no momento de retirada do equipamento do veículo, sofreu uma queda estimada em cerca de 30 centímetros de altura.
A equipe informou que o paciente realizou o exame logo após o ocorrido e, durante a investigação, foi constatado que ele não sofreu nenhum dano em decorrência da queda.
Ainda conforme apurado, o paciente foi acompanhado ao longo de toda a internação e não apresentou complicações relacionadas ao incidente.
No momento do transporte, o paciente estava sob acompanhamento de um médico, dois técnicos de enfermagem e o motorista da ambulância.
O caso foi tratado dentro dos protocolos de segurança do paciente adotados pela instituição, que incluem a notificação e investigação de incidentes para prevenção de novas ocorrências.
Publicado Diário Campo Belo – 23/03/2026
