

Presidente do Legislativo Municipal recebeu as reivindicações e os questionamentos; Entre as cobranças estão relatos dos últimos acontecimentos registrados na cidade envolvendo casos da área da saúde. Dois deles, gravíssimos. Um paciente de 39 anos faleceu e uma adolescente de 17 anos teve um tumor de 3 Kg tratado como gravidez. Ela foi operada em Alfenas (pelo SUS fácil) e teve o útero e ovários extraídos em razão da patologia. 15 dias após o procedimento , ela precisou retornar à UPA de Campo Belo com fortes dores.
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A área da saúde é um dos setores que mais acumula queixas da população de Campo Belo. População esta que gostaria de presenciar as autoridades focando nos casos locais, pois os impostos que cada munícipe contribui sustenta a máquina do município. Falta um Pronto Socorro para atender casos graves em Campo Belo, uma vez que a UPA não é equipada adequadamente para exames de imagem, logo, não suporta a demanda.
O funcionamento do rede-resposta (convênio do Estado) onde a Santa Casa estaria apta à atender urgência e emergência até o momento não entrou em atuação (já recebeu R$ 1.2 milhão, segundo a secretaria de saúde); Falta de médicos nas UBS; Casos de demora do atendimento ao paciente (alguns chegaram à óbito); e erros médicos, foram alguns questionamentos apresentados ao Presidente da Câmara Municipal de Campo Belo, Luiz Libério dos Santos, na tarde de segunda-feira dia 08.
O Presidente da Comissão de Saúde, Vereador Wilson Pimenta (Wilsinho do Café Casarão) acompanhou o relato e solicitou que fosse um procedimento formal.
A editora do Diariocampobelo.com, a Jornalista Kelly Cristina, o fez de próprio punho, ao ser solicitado pelo Vereador para evitar mais demora. Além disso, foi indicado no documento que a CMS verifique os critérios adotados pelas unidades de saúde (inclusive a UPA) para autorizar exames, principalmente os de imagem. A questão das ambulâncias também foi abordadas no documento.
A população quer respostas e o Presidente garantiu que o documento seria lido na Sessão Plenária. Os membros da Comissão são: Wilson Pimenta (presidente); Flávio Bechir (vice); Pedro Roberto (relator). Wilsinho (como é conhecido) disse que a Comissão tem trabalhado. Vão verificar os questionamentos, procurar a Secretaria de Saúde, Santa Casa, UPA. Conversarão com o Prefeito e como última medida o Ministério Público será acionado.
►Rede resposta já deveria estar funcionando.
Primeira parcela do rede-resposta foi depositada à Santa Casa em fevereiro.
R$ 300 mil entrou na conta do hospital nesta sexta-feira (27/02/2015). Ela refere-se a implantação do programa que é uma parceria do município com o Governo Estadual. O valor total do Convênio, aprovado pela Câmara Municipal, é de R$ 4.200.000,00. Um pronto socorro deveria ter sido instalado no antigo PAM que atenderá urgência e emergência, planos de saúde e atendimentos particulares. Ele até começou o atendimento, na segunda (02), mas não cobre atendimentos públicos. Lembrando que a crise na Santa Casa se arrastava desde meados de 2014. Eles aguardavam esta liberação para quitar os débitos com os médicos. O hospital teve intervenção do Sinmed-MG Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais e do CRM.
Com as informações desencontradas entre Município e Hospital sobre existência de valores para pagamento, o corpo clínico acionou o Sindicato e o CRM (Conselho Regional de Medicina). Aconteceram duas reuniões na cidade. Em 04 e 11 de fevereiro.
Na última ficou definido com o convênio entre Secretaria de Estado e Município formalizado o rede-resposta, o hospital teria recursos para acertar com os médicos. Até a presente data, de acordo com informações apuradas, nenhum pagamento fora normalizado. Segundo a SMS, já foram repassados à Santa Casa R$ 1.2 milhão. Como não está em funcionamento para atender o SUS, a secretaria repassou a verba com notificação (de que a Instituição não estaria com as portas abertas atendendo o convênio).
