

Elas moravam em São Paulo e a família paterna ficou com a guarda da criança. A menina foi separada da mãe aos três meses de idade.
Vocês se lembram da história de Marcileide da Silva Custódio, moradora do Vale do Sol em Campo Belo (MG)? Uma história triste e repleta de superações. Ela solicitou apoio da mídia para reencontrar um pedaço de si. A rede social se uniu e a diarista realizou seu maior sonho. Em abril de 2015, Marcileide revelou à reportagem do Diariocampobelo.com sua história. Na época da publicação, foram muitas mensagens recebidas. Houve troca de informações. Em junho, reencontrou a filha que estava morando com uma irmã em São Paulo (SP).
Marcileide conta que sofreu pela separação, mas hoje se sente realizada. “Agradeço a Deus e à todos que se envolveram com o meu caso. Que todos sejam abençoados. Obrigada, principalmente à jornalista Kelly Cristina por contar minha história. A reportagem tem um grande poder,” definiu a moradora do Vale do Sol.
Dor e superação.
A dona de casa morava em São Paulo (SP) e vivia com o marido e a sogra em uma favela na zona leste da capital paulista. Segundo ela, era vítima de violência doméstica e obrigada a pedir esmolas nos faróis para o sustento familiar. Cansada das humilhações, separou-se e o conselho tutelar teria transferido a guarda de sua filha à sua sogra. A bebê tinha apenas três meses de idade à época, em 2000. Sem perspectivas, mudou-se para Campo Belo no sul de Minas. Desde então alimenta a esperança de reencontrar a filha, Débora Taís Custódio Santos, hoje com 15 anos. A esperança de Marcileide não foi em vão.
Segundo Marcileide da Silva Custódio, eles moravam na favela Jardim Eliane, atrás do shopping Aricanduva. É a única informação que tem. A dona de casa, que atualmente está desempregada, disse que foi forçada a largar a filha. “Eu apanhava do meu marido. A mãe dele me obrigava a pedir esmolas no farol e nas ruas. Minha sogra fez a maior maldade do mundo comigo. Mentiu para Conselho Tutelar de lá. Como eu era nova e inexperiente, me tomaram meu maior tesouro. Ela tinha apenas três meses de vida. Sofro muito por isso,” desabafou a dona de casa.
De acordo com ela, em 2001, Débora encontrou uma tia (irmã de sua mãe) que mora em São Paulo. “Há quatro anos, ela foi á casa da minha irmã, disse que gostaria de me encontrar, mas depois não voltou mais,” declarou a moradora do Vale do Sol.
A menina que foi tirada dos braços da mãe aos três meses contou à tia que atualmente vive com a família paterna, José Cícero dos Santos (pai) e Maria Dionis dos Santos (avó paterna), próximo a São Mateus, mas sem residência fixa. “Minha preocupação aumentou porque Débora disse à minha irmã que vive nas ruas com o pai e a avó. É muito doloroso. Eu não tenho condições financeiras de ir a São Paulo porque estou desempregada e tenho outros filhos. Por isso, apelo para a mídia,” declarou Marcileide Custódio.
Marcileide Custódio e a filha Débora Taís Custódio Santos.
