

Jurada publicou no Facebook sobre a audiência e juiz suspendeu a sessão. O julgamento analisava o destino de três réus acusados de tentativa de homicídio ocorrida em agosto de 2014.
“Cumprindo obrigação da justiça”. Esta frase publicada em rede social por uma jurada sorteada para o Júri Popular realizado no Salão do Júri na Comarca de Campo Belo (MG) provocou uma enorme confusão na tarde desta terça-feira (09), além do adiamento da sessão. Um novo julgamento já foi marcado para 08 de julho. A cópia dos autos da ocorrência desta terça também será enviada ao Ministério Público, para analisar se houve crime na conduta da jurada. O julgamento começou pela manhã e a previsão do término seria às 20h00.
De acordo com informações, a jurada teria postado a frase em sua página pessoal no horário do almoço. Ao retornar à sessão, por volta das 14h00, um dos advogados mostrou-a ao juiz criminal dr. Alexandre de Almeida Rocha. Segundo a legislação, após o sorteio, os jurados devem ficar incomunicáveis, ou seja, sem contato com familiares, amigos, telefone ou internet. A atitude da jovem foi condenada pelo magistrado e pelo representante do MP, dr. Rodrigo Maggi. Seriam julgados Bruno Alves Moreira; Gean Júnio Elias; e Helvis Draílton Elias. Eles foram denunciados por uma tentativa de homicídio contra Peterson Anderson Silva, ocorrida em agosto de 2014, na rua Guarani (São Benedito). Ambos aguardam o julgamento no presídio da cidade.
Houve muito tumulto, após o acontecimento. Sob vaias, ela (a jurada) saiu escoltada pela PM do fórum Rafhael Magalhães para garantir a sua integridade física. Na confusão, a esposa de um dos acusados (revoltada), chegou a empurra-la. A Polícia a deteve e ela disse que procuraria o Ministério Público para denunciar a suposta agressão do policial que a conteve. “Eu fiquei revoltada e puxei o cabelo da jurada. O policial me empurrou contra a parede”, declarou a esposa de Gean Júnio.
