As crianças alegaram que o funcionário estaria assediando-as, mas a alegação seria uma vingança contra o rapaz que, na realidade, teria chamado a atenção de uma das meninas na biblioteca. Ela estaria com um aparelho celular e conectado em páginas pornográficas.
Foto do anexo: Gustavo Protásio
Crianças com idade de 8 a 10 anos acusaram funcionário de biblioteca anexa à Escola Pública Municipal em Campo Belo (MG) de um suposto assédio sexual. As crianças acompanhadas dos pais procuraram à PM para registrar o boletim de ocorrência na tarde desta segunda-feira (27). Ambos foram ouvidos e encaminhados à Delegacia da Polícia Civil da cidade. O acusado não quis se manifestar, mas uma testemunha garantiu que a denúncia é mentirosa. Uma vingança pelo fato do servidor ter repreendido a atitude de uma das meninas, durante a visita à Biblioteca. Segundo esta versão, algumas das crianças estariam tumultuando o ambiente. O rapaz de 27 anos diz ser inocente e informou à família, que, há tempos, a atitude de uma das menores era inadequada. Ela estaria com um aparelho celular e conectado em páginas pornográficas. O caso será acompanhado pelo dr. Alessandro Gambogi, que na quarta-feira (29) ouvirá todos os envolvidos na denúncia .
Ainda de acordo com a testemunha, o rapaz tem curso superior, é tímido, tem boa índole e já havia reclamado à família da situação em que ele estava se deparando todos os dias.
Já as meninas em entrevista disseram que ele as teria abordado com palavras obsenas e teria tocado-as. O fato estaria acontecendo há um mês. Quando questionadas sobre a demora para relatar o suposto assédio aos pais, elas disseram que teriam sido intimidas pelo acusado.
De acordo com a vice-diretora da escola Municipal João Gibram, onde estudam as supostas vítimas, a biblioteca não pertence à escola. Trata-se de uma biblioteca pública, que funcionava no bairro São Luiz e passou a funcionar ao lado da Instituição. Segundo professores, que conhecem o rapaz acusado, a denúncia não condiz com a conduta dele.
O Tenente Adilson Alvarenga informou que o BO foi registrado, não havia flagrante e que o caso seria encaminhado à PC para investigação.
