
▶️ Investigação aponta que o militar era monitorado antes da execução; Polícia Civil identificou participação de suspeitos e afirma que Nathan Braz Francisco, morto em confronto com a PM no domingo (20), seria o mandante.
@diariocb 🚔 Investigação aponta que o militar era monitorado antes da execução; Nathan Braz Francisco, morto em confronto com a PM no domingo (20), foi apontado pela Polícia Civil como mandante. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou, na manhã desta terça-feira (22), detalhes da investigação sobre a morte do 3º sargento Rodrigo da Silva Pereira, assassinado em 4 de março de 2026, em Campo Belo. Segundo a PCMG, o homicídio teria sido planejado por integrantes da organização criminosa denominada pela investigação como “Morro do Pedrão”, em razão da atuação do militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas na cidade. De acordo com o delegado regional Alessandro Mior Gambogi, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados extraídos de aparelhos celulares, informações de localização, perícias e depoimentos. Monitoramento antes do crime Segundo o delegado Matheus Nascimento e Silva, um dos principais elementos analisados foi o celular de Kenneth Lorranh Silva Carvalho, conhecido como “Ceará”, preso pela Polícia Militar durante as diligências relacionadas ao caso. Conforme a PCMG, o aparelho continha imagens relacionadas a pontos de venda de drogas e veículos que teriam sido utilizados em outras ações criminosas, além de conversas com Rodrigo, conhecido como “Diguinho”, apontado como executor do homicídio. Os investigadores também analisaram dados de localização do telefone. Segundo a Polícia Civil, em 1º de março, três dias antes do assassinato, o aparelho esteve na região da residência do sargento. A investigação aponta que teria ocorrido um levantamento das rotas de entrada e saída e das câmeras existentes na área. Motocicleta usada no crime A PCMG também identificou a motocicleta que teria sido utilizada na execução. Segundo a investigação, imagens permitiram identificar uma Honda XR-E 390 e sua placa. O veículo teria sido visto circulando por Campo Belo nos dias anteriores ao crime. Em uma imagem registrada em 2 de março, um homem usando uma camisa azul com manchas de óleo aparece conduzindo a motocicleta. Ele foi identificado como Rodrigo Antônio de Oliveira. Segundo a Polícia Civil, a motocicleta circulou nas proximidades da residência do sargento na manhã de 4 de março. O homicídio ocorreu entre 20h e 21h. Durante as buscas, foi apreendida uma camiseta com manchas características de óleo. O material foi encaminhado para perícia e, segundo os investigadores, corresponde à peça registrada nas imagens. Suspeitos e mandante Rodrigo Antônio de Oliveira teve prisão temporária decretada durante a investigação. Conforme a PCMG, a análise de seu celular e outros elementos indicou ligação com integrantes da organização criminosa e atuação como “laranja” em transações financeiras e negociações de bens. A investigação relacionou essas movimentações a Nathan Braz Francisco, de 27 anos, apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças da organização criminosa e como mandante do assassinato do sargento. Segundo a PCMG, Rodrigo Antônio de Oliveira foi indiciado por participação no homicídio, integração a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Nathan Braz Francisco morreu no domingo (20), durante uma ação da Polícia Militar em Campo Belo. A operação terminou com a morte de dois irmãos apontados pela PM como integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e homicídios. Foram apreendidos um fuzil calibre 5,56, três pistolas e drogas. A Polícia Civil informou que a identificação dos envolvidos no assassinato foi possível a partir do cruzamento de imagens, dados telefônicos, informações de localização, perícias e depoimentos. A PCMG destacou que a conclusão do inquérito corresponde à etapa investigativa do caso. Eventuais responsabilidades criminais serão submetidas à apreciação da Justiça. #CampoBelo #PoliciaCivil #PMMG #Investigacao #MinasGerais #DiárioCampoBelo ♬ som original – Diário Campo Belo
A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou, na manhã desta terça-feira (22), os detalhes da investigação sobre a morte do 3º sargento Rodrigo da Silva Pereira, assassinado em 4 de março de 2026, em Campo Belo (MG).
Durante entrevista coletiva, a PCMG informou que concluiu o inquérito e apontou que o homicídio teria sido planejado por integrantes da organização criminosa denominada pela investigação como “Morro do Pedrão”, em razão da atuação do militar no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas na cidade. A informação também consta em divulgação sobre a conclusão da investigação. Participaram da coletiva os delegados: Alessandro Gambogi (Regional), Matheus Nascimento e Silva, José Rubens Nogueira Neto. Também estiveram presentes:
Leonardo Mancini Rodrigues – investigador
Lucas Augusto Vieira Silva investigador
Higor Rey Vilela- subinspetor
José Claudio Elias
Inspetor
Segundo o delegado regional Alessandro Mior Gambogi, a investigação reuniu imagens de câmeras de segurança, dados extraídos de aparelhos celulares, informações de localização e outros elementos obtidos durante as diligências. “O crime organizado não tem vez em Minas”, afirmou o delegado, ao destacar o trabalho da equipe da Polícia Civil de Campo Belo.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Matheus Nascimento e Silva, um dos elementos analisados foi o aparelho celular de Kenneth Lorranh Silva Carvalho, conhecido como “Ceará”, preso pela Polícia Militar durante as diligências relacionadas ao caso.
Conforme relatado pelo investigador Lucas Augusto Vieira Silva, imagens encontradas no aparelho indicariam ligação de Kenneth com a organização criminosa. Entre os arquivos estavam fotografias relacionadas a pontos de venda de drogas e veículos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados em outras ações criminosas.
Ainda segundo a Polícia Civil, o telefone continha uma fotografia publicada após a morte do sargento, além de conversas entre Kenneth e Rodrigo, conhecido como “Diguinho”, apontado pela investigação como executor do homicídio.
Os investigadores também encontraram dados de localização do aparelho de Kenneth. Segundo a PCMG, em 1º de março, três dias antes do assassinato, o celular esteve na região da residência do sargento Rodrigo. A investigação aponta que teria sido realizado um levantamento das rotas de entrada e saída e das câmeras existentes na área.

Outro ponto considerado fundamental pela investigação foi a identificação da motocicleta utilizada na execução. Segundo o delegado Matheus Nascimento, imagens permitiram identificar a placa de uma Honda XR-E 390 que teria sido utilizada no crime.
A Polícia Civil informou que a motocicleta foi localizada circulando por Campo Belo dias antes do assassinato. Em uma das imagens, registrada em 2 de março, um homem usando uma camisa azul com manchas de óleo aparece conduzindo a motocicleta.
O suspeito foi identificado como Rodrigo Antônio de Oliveira.
Segundo o investigador Leonardo Mancini Rodrigues, a motocicleta passou a circular nas proximidades da residência do sargento Rodrigo na manhã do dia do crime. O assassinato ocorreu entre 20h e 21h do dia 4 de março.
Durante as buscas, a Polícia Civil apreendeu uma camiseta com manchas características de óleo. O material foi encaminhado para perícia, que, segundo os investigadores, confirmou que se tratava da mesma peça utilizada nas imagens analisadas.

Conforme a PCMG, Rodrigo Antônio de Oliveira teve prisão temporária decretada durante a investigação. A análise do telefone celular e outros elementos levou os investigadores a apontarem que ele teria ligação com integrantes da organização criminosa e atuaria como “laranja”, segundo a polícia, em transações financeiras e negociações de bens.
A investigação relacionou essas movimentações a Nathan Braz Francisco, apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças da organização criminosa e como mandante do assassinato do sargento.
Segundo a polícia, Rodrigo Antônio de Oliveira foi indiciado por participação no homicídio, por integrar organização criminosa e por lavagem de dinheiro.

Nathan Braz Francisco, de 27 anos, apontado pela Polícia Civil como mandante do assassinato, morreu no domingo (20), durante uma ação da Polícia Militar em Campo Belo.
A operação foi realizada para o cumprimento de mandados judiciais e terminou com a morte de dois irmãos apontados pela PM como integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e homicídios. Foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, três pistolas e drogas.
A Polícia Civil informou que a investigação sobre a morte do sargento Rodrigo chegou à identificação da participação de diferentes integrantes do grupo, com base no cruzamento de imagens, dados telefônicos, localização, perícias e depoimentos.
O sargento Rodrigo da Silva Pereira, de 43 anos, integrava o 8º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Lavras. Ele foi morto em uma emboscada quando chegava à residência, no bairro Jardim Brasil Vilela, em Campo Belo. O caso também foi registrado em requerimento de pesar apresentado na Câmara dos Deputados após o assassinato.
A Polícia Civil destacou que a conclusão do inquérito representa a etapa investigativa do caso. Eventuais responsabilidades criminais serão submetidas à apreciação da Justiça.
A Polícia Civil também fez uma ressalva durante a coletiva: a quadrilha presa dias antes da execução do sargento Rodrigo Pereira não teria relação com a morte do militar, segundo a investigação.
Outro nome citado foi Andrealys, conhecido como “Feitosa”, que morreu no dia seguinte à execução do sargento.
De acordo com o delegado Matheus Nascimento e Silva, Feitosa era integrante da organização criminosa investigada, mas não foi identificado como participante da execução do militar.
“Ele era membro da organização, mas a investigação não o identificou como participante da execução do militar”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil destacou, portanto, que integrar a organização criminosa apontada na investigação não significa, por si só, participação na morte do sargento Rodrigo.
Publicado por Diário Campo Belo – 22/9/2026















