

A Polícia Militar de Minas Gerais informou que a principal linha de investigação sobre o assassinato do sargento Rodrigo da Silva Pereira, de 40 anos, aponta possível relação com sua atuação no combate ao crime organizado.
O militar foi executado a tiros na noite de quarta-feira (4), quando chegava à sua residência, em Campo Belo. De acordo com as informações iniciais, dois criminosos em uma motocicleta se aproximaram do veículo da vítima e efetuaram diversos disparos.
Segundo a Polícia Militar, há suspeita de que o sargento tenha sido alvo de retaliação por ações policiais que estariam prejudicando atividades de organizações criminosas na região.
Após o crime, foi desencadeada uma operação policial que resultou em dois suspeitos mortos em confrontos com a polícia, três adultos presos e um adolescente apreendido. Durante as ações, também foram apreendidas três armas de fogo.
Durante pronunciamento à imprensa, o coronel Santiago afirmou que, enquanto todos os envolvidos no crime não forem localizados e responsabilizados, a Polícia Militar manterá reforço no policiamento em Campo Belo. Segundo ele, a corporação atua de forma unida diante da crueldade do caso, classificado como uma emboscada contra um policial com relevantes serviços prestados à cidade.
O coronel destacou ainda que o sargento Rodrigo retirou diversos criminosos das ruas e salvou muitas vidas ao longo de sua trajetória na corporação. Para ele, o militar foi “um herói sem capa e sem superpoderes”, que acabou pagando com a própria vida no cumprimento do dever.
Santiago também afirmou que a Polícia Militar não permitirá que o nome e o legado do sargento sejam esquecidos e pediu à sociedade que se lembre daqueles que trabalham diariamente para protegê-la.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a motivação do crime.
Publicado por redação Diário Campo Belo em 05/03/2026
