

A possibilidade de Campo Belo (MG) sediar um serviço de oncologia — área responsável pelo diagnóstico e tratamento do câncer — voltou a ser discutida nos bastidores da saúde regional. Embora atualmente o município não conte com um centro oncológico habilitado, especialistas apontam que a cidade reúne fatores que podem favorecer, no futuro, a instalação de uma estrutura mais completa.
No fim do ano passado, o serviço de Oncologia foi direcionado para Oliveira. Porém, o município não cumpriu as determinações exigidas pelo Ministério da Saúde e acabou tendo o serviço descredenciado, o que reacendeu o debate sobre para onde a habilitação poderá ser redirecionada.
O provedor da Santa Casa São Vicente de Paula, Aristóbulo da Silva Júnior (Júnior Furtado), conversou com a produção do DCB e falou das expectativas para que Campo Belo seja contemplada. Segundo ele, há grandes chances de o município conquistar o credenciamento, caso o Ministério da Saúde opte por redistribuir o serviço na microrregião.

Atualmente, Campo Belo dispõe de serviços de média complexidade, com atendimento clínico, exames diagnósticos e acompanhamento em diversas especialidades. A Santa Casa da Misericórdia e outras unidades de saúde realizam exames importantes para detecção precoce de doenças, mas o tratamento oncológico especializado — como quimioterapia e radioterapia — ainda não está disponível localmente.
Por isso, pacientes com suspeita ou confirmação de câncer são encaminhados para centros de referência em outras cidades do estado.
A porta de entrada costuma ser a atenção primária (UBSs) e o serviço municipal de especialidades. Após exames iniciais, os casos são direcionados para hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde como CACON (Centros de Alta Complexidade em Oncologia) ou UNACON (Unidades de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia), localizados em cidades maiores.
Essa descentralização gera deslocamentos longos, custos e desgaste para os pacientes e familiares.
Segundo profissionais da área, a instalação de um setor oncológico depende de fatores como:
Apesar disso, não há até o momento anúncio oficial, projeto público divulgado ou habilitação em andamento para instalação de um centro oncológico na cidade.
A demanda por atendimento oncológico mais próximo é antiga e recorrente. Pacientes e familiares defendem a importância de ampliar o acesso, reduzir deslocamentos e facilitar o acompanhamento contínuo — fatores essenciais para quem enfrenta o tratamento contra o câncer.
Embora ainda não exista previsão concreta, a discussão sobre um futuro setor de oncologia em Campo Belo reforça a necessidade de investimentos na saúde regional. Caso haja interesse de hospitais, consórcios públicos ou do próprio Ministério da Saúde, o município pode se tornar um polo importante para atendimento especializado no Centro-Oeste mineiro
Publicado por Diário Campo Belo – 11/12/2025
