
Morte brutal: sem direito à defesa. Tiros à queima roupa.
Um dos assassinos seria o amante de Douglas Lino, segundo a família. Um menor com o qual o jovem mantinha um relacionamento; além dele, três outras pessoas podem estar envolvidas – duas maiores de idade. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros localizaram a vítima na zona rural de Lavras . Segundo a Polícia Militar, Douglas Lino é filho de um policial militar reformado
Quatro pessoas podem estar envolvidas no assassinato de Douglas Lino da Silva (29), morador de Lavras (MG). Encontraram o corpo do rapaz próximo ao Cambalacho, às margens da rodovia que liga Lavras a Luminárias, na manhã desta terça-feira 916). Ele tinha quatro perfurações de tiros na cabeça, que foram disparados à queima-roupa. Um adolescente de 16 anos é suspeito de ter encomendado a morte da vítima, que estava desaparecida desde sexta-feira (12) em Lavras (MG). Segundo familiares, Douglas teria sido morto porque deixou de presentear o menor, com quem tinha um relacionamento. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico de Legal) de Lavras onde passou por necropsia. Ele apresentava sinais de violência e execução. O sepultamento foi às 16h30 de terça no Cemitério da Saudade.
A polícia chegou ao suposto assassino depois que ele ( o menor) mencionou em um bar, ter executado Douglas com a ajuda de amigos.
Para a polícia, o adolescente disse que estava sendo assediado por Douglas e que por isso encomendou o crime. Mas os parentes contestam e dizem que o rapaz foi morto porque parou de dar presentes ao menor. Conforme a irmã de Douglas, por várias vezes ele recebeu mensagens do adolescente cobrando dinheiro e presentes, que variavam de quantias em dinheiro até uma motocicleta. “O adolescente nos contou que contratou o indivíduo maior, de nome Nathan, para efetuar os disparos contra a vítima Douglas”, relatou o delegado Rafael Arruda.
No dia de seu desaparecimento, Douglas havia combinado com alguns parentes se encontrar num show em uma casa noturna de Lavras, porém, quando ainda estava em casa se arrumando, ele recebeu uma ligação do menor. Douglas foi para a rua atender ao telefone, depois disso se mostrou preocupado e saiu, desaparecendo em seguida. De acordo com a irmã de Douglas, antes de sair, ele estava bem nervoso e falou: “vou lá, seja o que Deus quiser,” últimas palavras ditas à família.
Conforme depoimento de uma irmã de Douglas, era homossexual e mantinha um relacionamento com o menor de 16 anos apreendido. De acordo com declarações dela, o menor explorava seu irmão e, depois que Douglas ficou desempregado, começou a ameaçá-lo. “Infelizmente eu esperava, pelas ameaças, pelo sumiço, pela falta de comunicação. Parece que ele estava muito apaixonado pra fazer o que ele estava fazendo por esse menino, dando de tudo. Dinheiro dele a gente não via. Ele trabalhava e não comprava nada para ele. A gente fica com a perda, pois nada vai trazer meu irmão de volta”, contou Pâmela Nogueira da Silva.
O adolescente deverá ser encaminhado para um centro socioeducativo de Minas Gerais. O autor dos tiros, que tem 20 anos, foi preso provisoriamente. Ele também é suspeito de ter matado um tio da vítima.
Familiares desconfiaram e deram início a uma investigação por conta própria até chegar a quatro pessoas supostamente envolvidas, são dois maiores e dois menores, que estão detidos na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (Depol), ainda prestando depoimentos.
De acordo com o Jornal de Lavras, família e amigos de Douglas estão se mobilizando para realizar uma manifestação na praça central da cidade nesta terça-feira, às 18h30, pedindo justiça e o fim da violência.
Fonte: PMMG e Jornal de Lavras
Fotos: Jornal de Lavras.
