

O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais – CEE MG instituiu o Prêmio Heley de Abreu Silva Batista de Educação através da Resolução 491/2022. A escolha dos agraciados exalta personalidades cujas ações e trajetórias de vida possuem um especial destaque na defesa e promoção da Educação em Minas Gerais. A Premiação é a Concessão de diploma de Menção Honrosa, com outorga de medalha alusiva ao mérito, em Sessão Solene presidida pelo Presidente do CEE MG, Felipe Michel Santos Braga e Vice-Presidente Girlaine Figueiró Oliveira. A cerimônia de entrega do Prêmio Heley de Abreu Silva 2023 será realizada no dia 23 de outubro, no Teatro José Aparecido de Oliveira, na Biblioteca Pública Luiz de Bessa. Além da Professora Suely Duque Rodarte, Diretora Executiva da Undime MG, outras quatro personalidades mineiras serão agraciadas.
Suely e Campo Belo
Ela atuou na educação do município; diretora da rede estadual e Secretária Municipal de Educação no governo Duarte Bechir. Além disso, atuou no campo do voluntariado: fundou a AAMISC – Associação de Amigas da Santa Casa de Campo Belo fundada em 1999, sendo sua primeira presidente; a educadora também foi gerente do CAT/SESI/Ely Poli/Campo Belo.
A premiação leva o nome de uma professora da qual a história inspira muitas outras pessoas na valorização da educação e da vida. HELEY DE ABREU SILVA BATISTA, foi uma professora mineira, nascida na cidade de Montes Claros/MG em 12 de agosto de 1974, filha de Valda Terezinha de Abreu e José Rodrigues da Silva. Como professora defendeu seus alunos, em um ato de bravura, considerado um gesto de coragem e de heroísmo, pois deu a própria vida para salvar a vida de seus alunos.
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Heley reuniu muitos adjetivos ao longo de sua carreira de professora, ditos com muita propriedade e emoção pelas suas colegas de trabalho: muito prestativa, dedicada, responsável, competente, era uma pessoa excelente, muito companheira, era uma pessoa exemplar, amiga de todos os momentos, das horas boas e das horas difíceis também, adorava o que fazia, nasceu para ser professora. Fazia o que mais gostava: Dedicar-se às crianças.
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E assim, também faleceu, aos 43 anos, na manhã do dia 5 de outubro de 2017, quando o vigia noturno da creche, invadiu a sala de aula da escola Gente Inocente, em Janaúba MG, portando um recipiente com combustível e ateou fogo às instalações, em várias crianças e em si. Heley protegeu as crianças com o auxílio de outras duas funcionárias, Jéssica Morgana e Geni Oliveira (que também faleceram). A pedagoga chegou a entrar em luta corporal com o criminoso para impedir que continuasse o ataque, e depois ajudou a retirar as crianças feridas.
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TRAJETÓRIA NA EDUCAÇÃO: PROFESSORA SUELY DUQUE RODARTE
Em sua extensa trajetória na Educação, com destaque no cenário Municipal, Estadual e Nacional, a Professora Suely Duque Rodarte iniciou seu caminho como professora da zona rural em Campo Belo (MG) e ensino fundamental e médio nos Municípios vizinhos de Aguanil e Cana Verde. Lecionou em turmas de educação infantil, todas as séries da Educação Básica, Ensino Médio, Curso de Magistério, Técnico e Pré vestibular, passando pela Rede Pública e Privada. Atuou em todas as Escolas Estaduais de Campo Belo, tornou- se Diretora da Escola Estadual Pe. Alberto Füguer, Iº e 2º graus. Na Rede Privada lecionou nos Colégios Dom Cabral e Colégio Armstrong e foi Diretora da APAE de Campo Belo.

Criou a AAMISC – Associação de Amigas da Santa Casa de Campo Belo fundada em 1999, sendo sua primeira presidente e foi Gerente do CAT/SESI/Ely Poli/Campo Belo.
Em Belo Horizonte, foi fundadora e presidente do Fórum Estadual de Educação de Minas Gerais, que no decorrer de sua administração, tornou-se Fórum Estadual Permanente de Educação, FEPEMG MG. No Conselho Estadual de Educação de MG foi conselheira da Educação Básica e posteriormente Presidente da Câmara de Ensino Fundamental do referido Conselho. Foi Presidente do ConsFUNDEB/MG, Coordenadora Geral da COEED-MG – 2009, Coordenadora Geral da COEED (I CONAE) MG e Coordenadora da II CONAE-MG. Foi Titular do Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente do Estado de Minas Gerais e Coordenadora do Comitê de Educação Infantil da Região Metropolitana da Conspiração Mineira pela Educação.

Na Undime, foi Secretária Executiva da Seccional MG 2001-2005, período em que se torna Presidente da Undime MG, membro da Comissão tripartide no Ministério da Educação, além de vice-Presidente da Undime Nacional – 2005/2009, respondendo como presidente da Undime Regional Sudeste e atuando como Secretária Municipal de Educação de Carmo da Cachoeira. Foi Secretária Municipal de Educação de Campo Belo/MG – 2001/2005 e Secretária Municipal de Educação de Carmo da Cachoeira/MG – 2005/2009.
Participação em Congressos Internacionais:
Atualmente continua Diretora Executiva da Undime MG e na organização do I Congresso Internacional de Educação para Todos.
Seus pensamentos favoritos ao iniciar e terminar conferências:
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“ O futuro pode ser melhorado por uma intervenção ativa no presente”.
Russel Ackoff.
“Se quisermos ter educação de qualidade para todos, precisamos ter todos pela qualidade da educação”
(Declaração de Jomtien)
60 ANOS DO CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais é órgão autônomo com composição, finalidades e competências estabelecidas pela Legislação Federal, pela Constituição Estadual e pelas Leis Delegadas no 31, de 28 de agosto de 1985, Lei Delegada no 105, de 29 de janeiro de 2003, Lei Delegada no 172, de 25 de janeiro de 2007, Lei Delegada no 17.715, de 11 de agosto de 2008 e Lei no 21.428, de 21 de julho de 2014 e Decreto Estadual no 44.627, de 28 de setembro de 2007, respeitadas as diretrizes e bases da Educação.
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Ao Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais, compete baixar normas sobre planejamento, coordenação, controle e fiscalização das atividades do ensino em todas áreas.
Incumbe-se, ainda, o órgão dentre outras tantas atribuições, as seguintes: aprovação de plano de atendimento escolar da rede estadual de ensino; promoção da avaliação da qualidade do funcionamento de instituições de ensino superior para fins de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento; credenciamento e recredenciamento de universidades; apuração de denúncia sobre descumprimento da legislação básica do ensino, valendo-se dos instrumentos jurídicos da sindicância, inquérito e processo administrativo.
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Como instância consultiva, é ampla e abrangente sua atuação, pois, além de manter intercâmbio com órgãos e entidades do País, para oferecimento de subsídios em matéria de educação e ensino.
Detém, ainda, capacidade jurisdicional típica, por interagir como instância recursal, e julgar recursos interpostos contra decisão final de instituição de ensino, sob estrita arguição de ilegalidade.
Fonte: Assessoria UNDIME
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