

O homem que confessou o assassinato da adolescente Natally Oliveira, de 14 anos, foi indiciado pelos crimes de estupro, ocultação de cadáver e homicídio quadruplamente qualificado.
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O inquérito que investiga a morte da adolescente de Três Pontas (MG) foi concluído pela Polícia Civil. O corpo dela foi encontrado enterrado na zona rural de Nepomuceno uma semana após o desaparecimento. O marido da tia dela, principal suspeito, confessou o crime.
Entre as qualificadoras do crime estão feminicídio, uso de meio cruel, utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por ter sido praticado para assegurar a impunidade pelo crime de estupro.
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Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Ribeiro Bastos, o inquérito foi concluído sem os laudos periciais, já que eles ainda estão em elaboração pelo Instituto Médico Legal.
Assim que ficarem prontos, os laudos devem ser anexados ao inquérito e encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
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O suspeito do crime, Matheus Camilo Martins, de 25 anos, continua preso no Presídio de Lavras. Ele foi detido no dia 18 de agosto, confessou o crime e levou os policiais até o local em que havia sepultado o corpo de Natally.
O corpo da menina foi sepultado no dia 24 de agosto após passar por exames periciais no IML em Belo Horizonte.
Corpo encontrado em fazenda
De acordo com a Polícia Civil, quando encontrado, o corpo de Natally estava em estado avançado de decomposição. Por isso, foi preciso encaminhá-lo ao IML de Belo Horizonte para a coleta de material genético da vítima e também do suspeito.
A jovem Natally Oliveira, de 14 anos, estava desaparecida desde o dia 11 de agosto. O corpo dela foi encontrado enterrado em uma fazenda na zona rural de Nepomuceno na sexta-feira (18) após Matheus Camilo Marcos, de 25 anos, cunhado da mãe da vítima, confessar o crime.
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O suspeito é casado com a tia de Natally e estava trabalhando na fazenda em que teria enterrado o corpo até uma semana antes do crime.

Antes de ser preso e confessar o crime, ele chegou a postar pedidos de ajuda sobre o paradeiro da vítima nas redes sociais. No entanto, o suspeito, conforme a polícia, tinha a intenção de queimar o corpo.
O suspeito do crime já era apontado na investigação conjunta entre as polícias Civil e Militar por ter apresentado informações desencontradas desde o início.
“Durante as investigações, ele sempre trazia informações desencontradas, não verídicas, por isso ele foi apontado como principal suspeito até então. Por isso era a linha de investigação da Polícia Civil, a Polícia Militar também tinha dados de que ele seria o autor, por isso nós conseguimos chegar até ele”, disse o capitão da Polícia Militar, Julio Cesar Gomes Soares.
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Conforme o delegado Gustavo Gomes, da Polícia Civil, a informação colhida no início do desaparecimento de que a menina teria entrado em um carro preto foi crucial para o andamento das investigações.
“Foi visto que essa menina teria embarcado de maneira espontânea em um veículo preto e as investigações, não afastando nenhuma linha, mas começam a pender para esse lado. Esse autor que foi preso possui um veículo preto e possui proximidade com a vítima, então com a compilação das informações ele passa a ser um suspeito mais forte”, disse o delegado.
Ainda conforme o delegado, o homem teria simulado uma localização da vítima em uma área de cafezal, para tentar atrapalhar as investigações.
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“Ele pegou o celular dele, manualmente colocou um alfinete naquele GPS, simulando que ali teria sido o último registro da vítima, que o celular da vítima foi rastreado. Foi acionado bombeiros, fizeram as diligências no local, com cães farejadores, naturalmente não encontraram e com a investigação descobriu-se que aquilo foi uma forma de simular o que teria sido feito”, disse o delegado.
Segundo a polícia, com o decorrer das apurações, ficou cada vez mais claro que o homem era o principal suspeito do crime. “Ele saiu da própria casa, com família, esposa e filho, foi até um supermercado, deixou a família lá, retornou para o bairro, que é inclusive onde mora a vítima, com a justificativa de que iria pegar uma blusa e a versão dele é que ele simplesmente pegou a blusa e foi embora. E aí a gente com imagem, com informação conseguiu confirmar que ele não foi fazer só isso, em alguma das imagens inclusive ele aparece com a vítima ao lado e a informação foi robustecendo ao longo da semana”, disse o delegado.

De acordo com relato da família para a EPTV, afiliada Globo, a mãe teria deixado a adolescente e duas sobrinhas em casa enquanto ia ao mercado. Quando retornou, não encontrou mais a filha. O caso aconteceu por volta de 20h. Segundo a mãe da menina, na última vez que foi vista, a jovem informou que iria na casa da avó. “Eu fui ao mercado e ela ficou aqui em casa, aí ela avisou a minha sobrinha que estava indo na casa da minha mãe. Aí quando eu cheguei do mercado, ela não estava”.
As buscas pela menina começaram na tarde de sábado, dia 12, após a família fazer contato com o Corpo de Bombeiros. Dados de torres de telefonia mostraram uma área onde possivelmente o aparelho da jovem foi usado pela última vez.
Buscas
Os militares procuraram por Natally em matas e nos cafezais com o auxílio de drones e cães farejadores. “No sábado, a família fez contato com a polícia. A polícia procurou em alguns locais e às 17h fizeram contato com o Corpo de Bombeiros. Nós estivemos aqui no local e entendemos as circunstâncias que levaram ao desaparecimento, mas como era noite nós retomamos de manhã com cães farejadores, com drone. Vasculhamos uma grande área de cafezal e a mata que tem perto desse ponto inicial”, explicou o tenente Ilenildo Prata de Paula.
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Um dia após o início das buscas, as equipes do Corpo de Bombeiros retornaram para Varginha após receberem a informação de que a menina foi vista entrando em um carro preto. A testemunha contou aos bombeiros que a adolescente a teria cumprimentado e, em seguida, o carro saiu do local.
Fonte: Reprodução: G!/EPTV Sul de Minas




