

Residente de Emergência do Complexo de Saúde São João de Deus, em Divinópolis (MG), a médica socorrista Caroline Couto estava na Unidade de Suporte Avançado (USA) de Itaúna quando foi acionada para prestar socorro as vítimas do ônibus (que transportava torcedores) e se acidentou em Igarapé (MG) no domingo, 20 de agosto, 2h50. Caroline é filha do veterinário Nassif Couto e Letícia Massote.
Em 20 minutos, as equipes (oito) iniciaram os trabalhos. Caroline explica como se dá a organização da equipe nesse tipo de ocorrência. “A triagem dos pacientes é feita pelo método Start (Triagem Simples e Tratamento Rápido). O primeiro socorrista que chega na cena é a pessoa que vai geri-la. Ou seja, vai tentar saber mais ou menos o número de vítimas, quais são graves, quais não são, à medida que vai coletando as informações. A prioridade da abordagem é das vítimas vermelhas, que estão em estado grave, seguidas das amarelas e então das verdes”, diz Caroline.

A médica conta que, não apenas como profissional, mas também uma amante do futebol, não pôde deixar de se comover. “O cenário era caótico e, enquanto fazia algumas abordagens com as vítimas e conversava com o pessoal para entender a cena, não pude deixar de me colocar várias vezes no lugar daqueles torcedores. Já atravessei o estado, já fiz muito bate e volta para ver os jogos do meu time e facilmente poderia ser eu com meus amigos ali”.
Caroline Couto também se emociona ao falar do trabalho de socorrista. “Havia uma vítima ‘vermelha’ (grave) que precisava ser transportada para o hospital. E foi ali, no meio do caos, numa grande fatalidade, que tripulei o helicóptero Pegasus da Polícia Militar, levando o paciente para o Hospital João XXIII. Foi algo surreal, pois, além de estar fazendo tudo que eu podia enquanto emergencista para salvar uma vida, realizei meu sonho de criança de atuar no resgate aéreo”, declara.
Reprodução: Por Débora Drumond
