

Segundo moradores, o veículo tem servido de criadouro do Aedes Aegypti.
As características são parecidas: pintura maltratada pelo sol, sujeira acumulada, pneus murchos… O aspecto triste acentua o mistério: por que alguém abandona dessa forma um dos bens mais cultuados pelos brasileiros? Em Campo Belo (MG) um carro abandonado tem tirado o sossego de moradores. O veículo, totalmente destruído, está localizado na rua Onofre Salvador na Vila Amauri, há três anos. De acordo com relatos, o “vizinho inesperado” pode ser também uma ameaça. Quando chove, ele serve de acúmulo de água.
Vizinhos já teriam denunciado à polícia, mas ele não foi retirado. A lei ressalta que é uma obrigação da administração pública, porém, eles dependem de denúncias formalizadas. Há uma diferença entre a letra da lei e o que ocorre na prática com os carros abandonados. Em vez de cinco dias (permitido pela legislação), um automóvel desses costuma ficar meses ou anos parado até ser removido, o que traz outros problemas: a carcaça pode virar esconderijo para assaltantes e até foco de doenças como dengue (a água da chuva acumulada vira criadouro do mosquito) e tétano (se houver contato humano com partes enferrujadas).. “Ninguém toma providência, os vidros quebrados, pneus furados e quando chove ele enche de água. Minha mãe já ligou para a polícia, mas eles falaram que não pode fazer nada,” relatou um morador.
Eles têm outra preocupação. “Sem contar que pode ser esconderijo de bandido, por ser uma rua pacata, e com essa chuva pode proliferar larvas da dengue,” detalhou.
A burocracia da remoção • Abandono O abandono só pode ser assim caracterizado quando um automóvel fica cinco dias seguidos parado em um mesmo local, sem aparição do proprietário. • Identificação Antes de iniciar o processo de remoção, o fiscal da prefeitura busca o histórico do automóvel pelo número da placa ou chassi. Se a unidade em questão for roubada, o caso é encaminhado à polícia.
