

Uma vida voltada para a dança e para o Balé. Essa é a história de Joyce que também é formada em Educação Física pela Claretiano. Joyce começou a dançar desde os 15 anos, mas antes já praticava o balé clássico, o jazz e o sapateado e fez aulas por muitos anos, chegando a auxiliar a sua professora que iniciou os seus primeiros passos junto com ela. Ela conta que hoje o que mais mudou foi o tabu com relação a jovens praticarem o balé, que era mais para crianças e adolescentes e as companhias de danças que não aderiram as pessoas mais velhas.
Quando chegou aos 16 e 17 anos, viu que precisava fazer algo relacionado a dança e chegou a dar aulas na academia a partir de 2011. Depois de concluído o ensino médio, Joyce viu que precisava de fazer alguma faculdade, e decidiu por Educação Física, por ter mais opções além da aprendizagem do que já decidiu como sua profissão, por poder escolher tanto a dança como outras áreas. Ela conta que hoje o que mais mudou foi o tabu com relação a jovens praticarem o balé, que era mais para crianças e adolescentes e as companhias de danças não tinham como costume aderir as pessoas mais velhas.
Foi então que resolveu que depois das experiências com o balé clássico, ela entendeu que poderia ensinar outras a exercerem de fato com seriedade as aulas. Ela diz que o balé clássico exige muita disciplina, e o que se pede é algo muito profissional, pois muitos podem até mesmo participar de grandes festivais de dança e participar de outros eventos importantes e reconhecidos no Brasil.
Para Joyce ser professora é um desafio constante. “ Qualquer área que esteja, o professor precisa buscar muito e estudar muito, lendo muito e buscando novas práticas, pois a gente sempre vai adquirindo mais conhecimento e aprendendo novos métodos” conta a jovem que trabalha na academia Biotech, de forma independente.
Com relação a pandemia, ela conta que o número de alunos diminuiu, devido a questão de estar em sala fechada. Joyce já chegou a dar aulas para mais de 50 crianças. Ela relata que é muito difícil ter alguém que queira começar e continuar, pois vão com uma ideia errada do que é o balé
O balé segundo a professora, trabalha muito o psicológico e o físico, sendo tanto a respiração como a postura. Para as crianças a aula é totalmente lúdica, explicada de uma maneira mais leve, enquanto para uma adolescente e uma adulta, vai ter mais exigências como ter mais sequencias repetitivas e mais trabalho de flexibilidade.
Para ela precisa-se entender também da Educação Física relacionado a dança, e não só voltado apenas para a questão da musculação. Ela destaca os principais males causados pela falta de um exercício físico como ansiedade e depressão.
O Balé apresenta 7 estilos diferentes. O Inglês RAD, o Russo Vaganova, Checceti que é italiano, o École Français , Balancihine que é americano, Bournonville que é Dinamarquês e EBNC que é Cubano. A Professora explica que trabalha mais com o modelo Russo, adquirindo alguns métodos do Inglês.
Com relação a presença das mães nos ensaios das crianças, Joyce destaca que algumas aulas as mães assistem, mas que outras elas não podem estar por ter uma autoridade que pode estar além da dela como professora. “ A gente não barra por achar que a mãe não pode ver certas coisas, até porque tem horas que mandamos vídeos ou até fotos, mas tem filhos que mudam o comportamento perto dos pais, e naquele momento da aula, há instantes em que não se pode parar, pois é necessário muito treinamento para desenvolver certos movimentos”. Explica a professora.








