
O caso aconteceu em março de 2015 e paciente alega ter passado por constrangimentos após descobrir que gravidez nunca existiu e o lado emocional ficou totalmente descompensado.
Por: Kelly Cristina
A paciente procurou o PSF do Jardim América em Campo Belo (MG) para uma avaliação, pois já havia apresentado sérios problemas no fígado. Com sangramento e após cinco dias com fortes dores na região abdominal, Adriani Raquel Alves foi ao Posto de Saúde do bairro em 18 de março de 2015. A resposta da médica deixou-a, em primeiro instante, aliviada e feliz. Seria a realização de um sonho. Segundo a paciente, a doutora afirmou, depois de examina-la, que estaria grávida. Pediu exames pré-natais, inclusive teste HIV e hepatite (normal em gestantes); hemograma; forneceu o cartão gestante; e entregou-lhe remédios como fosfato ferroso e cálcio para o suposto bebê. Além disso, a profissional, segundo Adriani, suspendeu a medicação antidepressiva e solicitou uma ultrassonografia endovaginal, pois a suspeita seria de aborto (pelo sangramento que apresentara) e ela estaria com 12 semanas de gestação. Mais tarde descobriu que a gravidez nunca existiu.
Adriani teve vários sentimentos com a revelação da notícia da médica: surpresa; alegria e preocupação. Sentimentos que se tornaram um pesadelo no dia seguinte (19 de março). Ao procurar uma clínica para a realização do exame de imagem, o fez até na rede particular por considerar de urgência e não teria cota pelo SUS, veio o choque. A imagem não mostrou feto algum. O médico radiologista informou à paciente, que, provavelmente, a médica ao examinar a “suposta gestante” acertou a veia artéria. Explicação para os sons emitidos e confundidos com batimentos cardíacos do “bebê”.
Desolada, Adriani Raquel ligou para o marido, que passou mal (era um sonho do casal o primeiro filho). A felicidade da família durou algumas horas e o constrangimento os atinge até hoje. A médica entrou de férias e a moradora do Jardim América sofreu calada até o retorno da profissional, que aconteceu neste mês de maio. “Sofrimento muito grande. Já fui à UPA por diversas vezes com depressão. A história nos abalou emocionalmente. Aguentei calada até a volta da Diana. Tudo mundo me perguntando sobre o bebê e eu calada, respondia que estava tudo bem. Quero uma resposta da Secretaria. Torno público este fato para evitar que outras mulheres passem por esta situação,” esclareceu.
Adriani tem enfrentado sérios problemas de saúde. “Minha depressão piorou e meu marido também não está bem. Os amigos dele tiveram que socorrê-lo, quando dei a notícia. Se ela não tivesse certeza, deveria ter me pedido os exames e não me garantido nada,” destacou a paciente.
Segundo ela, a médica a avaliou clinicamente e com um exame denominado Sonar (equipamento portátil de alta sensibilidade para captar movimentos no interior do corpo humano) teria identificado os sons confundidos com batimentos cardíacos. “Ao passar o aparelho no lado esquerdo perto da região pélvica apareceu os “batimentos”. Ela (médica) me perguntou – “Você está escutando”,?. Então, eu perguntei o quê? E Diana novamente me respondeu: – “É o coração do bebê”. Comunicou as meninas do posto que não era doença e sim um feto. Naquele momento foi de total alegria, todo mundo me abraçando”, detalhou Adriani Raquel.
A reportagem procurou o PSF citado. No dia, a enfermeira padrão, Luciana Bastos Assis estava de atestado. A médica já havia encerrado o expediente.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a supervisora do Programa “Mais Médicos” foi notificada sobre o caso. Karine Rocha (tutora da Universidade Federal de São João Del Rey e supervisora do programa) virá à Campo Belo na próxima semana para avaliar a denúncia. A Secretaria também já teria conversado com a médica, mas não passará informações à imprensa, somente a paciente.
A conduta profissional da médica do PSF do bairro é elogiada por outros moradores. Alguns relataram que ela é atenciosa e sempre apresenta um bom trabalho à comunidade. “Ela é muito prestativa e atenciosa. Eu, meus filhos e netos já consultamos com a referida médica. Um doce de pessoa. Nos pediu todos exames para averiguar o estado de saúde. Tem que investigar este caso, ver o que aconteceu. Errar é humano, mas não se pode prejudicar uma comunidade inteira,” revelou uma outra moradora do Jardim América que prefere ter a fonte resguardada.

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