

“A técnica jogou prancheta no balcão dizendo pra outro funcionário (colega de serviço) com muita arrogância que ela (técnica) desaprendeu a ler”, contou á mãe da criança com crise de asma.
A mãe de uma criança de 08 anos protocolou na ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Belo uma queixa contra técnica em enfermagem da UPA. Segundo a denúncia, a profissional teria tratado com arrogância à mãe do menino que estava com crise de asma. O atendimento ocorreu na noite de quarta-feira (24/03). O problema teria ocorrido na hora da medicação. A direção da Unidade de Pronto Atendimento foi procurada pela produção do site. Wânia Cordeiro, enfermeira chefe, disse que já repreendeu à funcionária (diante de depoimentos ouvidos) e mais medidas podem ser tomadas a partir da denúncia oficializada na Ouvidoria. A enfermeira padrão ainda completou que, embora a atitude da técnica tenha sido errada, a mãe também errou ao agredir a plantonista. De acordo com Wânia, as imagens das câmeras de monitoramento foram checadas e viram o momento em que a mãe, em desespero, teria ido em direção á técnica. A produção do site também solicitou o contato da técnica para ser ouvida. Não nos repassaram e até o momento ela não entrou em contato com o DIARIO CAMPO BELO.
Atendimento
De acordo com a mãe da criança, eles compareceram á UPA no dia 24 de março necessitando de atendimento urgente e a técnica em enfermagem que estava no plantão teria hostilizado o atendimento na hora da medicação. Ela estava em desespero pela situação em que o filho se encontrava: crise de asma. O desespero pelo atendimento foi maior porque o marido, ela e outro filho, já haviam testado positivo pra COVID-19. A mãe conta que procurando atendimento rápido para o filho perguntou a profissional sobre medicação do filho. “A técnica me disse que não havia medicação prescrita e jogou prancheta no balcão dizendo pra outro funcionário com muita arrogância que ela (técnica) desaprendeu a ler”, indignou-se.
A moradora do Cidade Jardim I confirmou ter perdido a paciência com a técnica, mas não a agrediu. “Meu filho estava com crise de asma e ela debochou da minha cara. Ela estava dentro do balcão e eu perdi a paciência”, detalhou a mãe do menino.
A mãe do paciente disse que a situação lhe revoltou. “Fiquei triste por mim e por outros pacientes que estavam ali e necessitavam de atendimento (medicação). O perfil desta técnica não se encaixa em um local onde há pessoas doentes. A UPA não pode ter em seu quadro uma pessoa mal preparada e mal educada trabalhando com vidas. Talvez ela esteja ocupando o lugar de outra pessoa que seria mais humana e profissional”, conclui a mãe.
