

Polícia apreende duas malas cheias de dinheiro dentro de carro na Fernão Dias, na Grande BH — Foto: Divulgação/PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu R$1,5 milhão em espécie durante fiscalização rotineira na noite de quarta-feira (17/07). A apreensão foi registrada no quilômetro 537 da BR 381, no município de Itatiaiuçu, localizado a 70 quilômetros de Belo Horizonte. A Polícia Federal de Divinópolis investiga a origem do dinheiro apreendido com ex-comandante geral, Marcus Aurélio Pinheiro, e o subtenente reformado, Esperon Pereira dos Santos, ambos da Polícia Militar de Alagoas (PM). Eles foram flagrados com cerca de R$ 1,5 milhão em especie.
Em abordagem de rotina, os policiais deram ordem de parada a um veículo Toyota Corolla. Durante conversa com os agentes, o motorista, e o passageiro demonstraram intenso nervosismo. Com isso, os policias realizaram busca minuciosa no veículo. Realizando a vistoria, foram encontradas pelos policiais uma mala e uma mochila no bagageiro contendo o dinheiro embalado em diversos pacotes.

Os ocupantes não possuíam comprovantes da origem do dinheiro. (Fotos: PRF)
Os ocupantes não possuíam comprovantes da origem do dinheiro. Por isso, foram encaminhados juntamente com o montante em espécie para a Polícia Federal de Divinópolis – MG.
Eles estavam em um carro com placas de Belo Horizonte, que foi alugado em São Paulo. Segundo a PRF, o veículo pertence a uma locadora de automóveis. Durante a abordagem, a polícia encontrou no bagageiro uma mala cheia de dinheiro. Marco Aurélio e Esperon Pereira foram detidos e levados para a sede da PF.
Ao G1, o chefe da PF em Divinópolis, Daniel Sousa, disse nesta quinta-feira (18), que os militares foram ouvidos durante a madrugada e liberados. Além disso, informou que não existiu flagrante, uma vez que o transporte de valores não é crime.

Chefe da Polícia Federal em Divinópolis, Daniel Sousa — Foto: Mariana Gonçalves/G1
“O Marcus disse que foi contratado por uma pessoa em Alagoas, que ele não sabe ao certo quem é, e que essa pessoa pediu que ele levasse um contrato até São Paulo. Esse contrato seria da compra de uma propriedade, mas ele não soube explicar ao certo. Então, ele chamou o Esperon para que o acompanhasse, e foram até São Paulo. Lá se encontraram com uma pessoa, que disse que não iria mais fazer o negócio e não quis assinar o contrato. Para não voltarem com esse dinheiro de avião, alugaram um carro”, contou o delegado.
Daniel Souza também revelou à reportagem que os ex-policiais não estavam armados.
Defesa
A defesa de Pinheiro disse que ele estava com um comerciante que pretendia adquirir um imóvel de campo na região mineira. Informou ainda que foi contratado para acompanhar a negociação do imóvel, o que não ocorreu. Durante a abordagem, foi apresentado o contrato de compra e venda da propriedade. Em seguida, Pinheiro foi liberado.
Dinheiro
Sobre a transação comercial, o delegado informou ao G1 que os militares relataram que iriam receber R$ 5 mil cada pelo serviço prestado.
“Eles entraram em contradição o tempo todo, não conseguiram dar uma versão clara sobre o fato, e disseram que receberiam por esse serviço de levar o contrato até São Paulo. Perguntamos sobre os valores, e nem ao certo sabiam quanto estavam transportando. Vamos depositar esse dinheiro em uma conta da Justiça Federal, e esses valores ficaram sob responsabilidade da Justiça até o término das investigações. Se ficar comprovado que o dinheiro é ilícito e não aparecer o proprietário desse dinheiro, aí vamos indiciar o Marcus e o Esperon”, afirmou Daniel.
O dinheiro apreendido será levado para contagem em uma instituição bancária ainda nesta quinta-feira. De acordo com o delegado, os ex-policiais poderão ser indiciados por lavagem de dinheiro, com pena prevista de três a dez anos de reclusão.
Fonte: site da PRF: www.prf.gov.br/agencia/pr e G1/TV Integração.
