
Fotos: Kelly Cristina (À época em que a Câmara de Vereadores pagou os procedimentos e pôs fim a fila de espera das eletivas. Pacientes participaram da reunião que tornou público os procedimentos/2010).
Com idas e vindas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para tomar medicação venosa quando está em crises – as dores ficam insuportáveis, uma moradora de Campo Belo (MG) resolveu procurar atendimento particular para por fim em seu sofrimento. Fernanda Machado fez a cirurgia na rede privada. O procedimento custou R$ 2 mil. Diagnosticada com uma hérnia no umbigo, já teria levado a documentação no posto de saúde do bairro São Sebastião e desde então aguardava o chamado da Secretaria de Saúde para a realização da cirurgia. Vaga que, segundo ela, nunca chegava. Os procedimentos eletivos estão suspensos na cidade. De acordo com a SMS, o governo do Estado não estaria enviando verbas para o pagamento dos serviços e a fila só cresce.
A cozinheira do presídio da cidade resolveu expor o seu caso para que as autoridades tomem providências e resolvam de outros usuários do SUS que tem sofrido com a espera. “Eu fiquei desde às duas da manhã com dor numa hérnia no umbigo; Fui à UPA – ás 5 horas da manhã e o médico me medicou com omeprazol e buscopam, em seguida me concedeu alta. Acho que a saúde não deve continuar assim. Lá na Unidade admiro o trabalho da dra. Viviane Rossi. Ela dá a maior atenção às criança. Ela sim, o diploma não é comprado”, relatou a moradora.
De tanto sofrer procurou o cirurgião Fabrício Campos para uma avaliação e fez a cirurgia, gastando todas as economias que tinha. “Fui à UPA porque a dor estava insuportável. Os meus papéis, com o pedido de cirurgia, que estavam no posto do São Sebastião desapareceram. Isso foi no ano passado. Vou sofrer até quando? Optei pelo particular por falta de vaga, mas quem não tem nenhuma economia ou emprego?” disse à reportagem a paciente, moradora do Passatempo.
Outro caso
Uma moradora de Campo Belo, mas de um bairro diferente também sofria por não encontrar o tratamento que precisava. Rosana de Fátima entrou em contato com o Diariocampobelo.com para expor o seu caso. Ela aguardava havia meses por uma consulta de vista. A paciente já teve câncer, e os seus documentos também teriam sumido do TFD (Tratamento Fora Domicílio). A reportagem do site entrou em contato com o Secretário de Obras da Prefeitura, Wantuil Castro sobre este novo procedimento solicitado pela contribuinte. Pelo menos este problema foi resolvido. A consulta dela foi agendada no Núcleo de Saúde da Mulher.
“Agradeço o apoio deste site. Se não fosse ele seria igual à época que eu tive câncer. Esperei seis meses para uma consulta sem saber se precisaria de fazer quimioterapia. As moças do TFD perderam meu pedido e diziam que não tinham conseguido minha vaga”, relembrou.
Após a intervenção do Secretário, a história de Rosana é outra. “A agente do PSF me informou que a consulta está agendada”, revelou.

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