
Aumenta a pressão dos moradores em cima das Câmaras de vereadores do Sul Minas. Manifestantes participaram da sessão do legislativo que aconteceu quarta-feira (02). Valores dos subsídios foram aprovados no último dia 23 de agosto na cidade. Em Alfenas, o movimento com apoio da OAB está de olho nas diárias também.
Moradores de Três Pontas (MG) não estão satisfeitos com o o aumento de salário do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores, aprovado em 23 de agosto. Cerca de 500 manifestantes protestaram na Sessão Plenária e pediram a revogação da lei que aprovou o aumento do Executivo e Legislativo.
Com a aprovação, o salário do prefeito fica estipulado em R$ 17 mil; do vice em R$ 8.500; dos secretários municipais R$ 5.250 e dos vereadores R$ 5.450. No entanto, os moradores da cidade querem reduzir os salários dos políticos. Eles seguem os movimentos que iniciaram no Paraná; já obteve êxito em Perdões (MG); Circula por Lavras e já atingiu Campo Belo (MG).
Os protestantes foram ignorados, segundo um morador.
O Presidente da Câmara tentou justificar a medida.
Cerca de duas mil assinaturas já foram recolhidas para que eles possam entrar com uma ação de iniciativa popular em Três Pontas. “Nós não podemos colocar o salário mínimo como base, mas a média seria uns R$ 1,5 mil”, diz o professor Lucas da Costa Guimarães, um dos moradores da cidade que querem reduzir o salário dos parlamentares.
O movimento em Alfenas tem ganhado a adesão. Eles precisam de 2.100 assinaturas e estão quase lá;
Outras cidades
O movimento ganha força a cada dia. Em Perdões (MG) os moradores já conseguiram a redução de quase metade do salário dos vereadores. A iniciativa também foi copiada em Caxambu (MG), Passos (MG), Cássia (MG), Pratápolis (MG), e em Campo Belo (MG), Tatiane Vilela está liderando o movimento que começou em redes sociais e a cada dia tem ganhado a adesão da população.
Em Alfenas (MG), a ideia da população é que os vereadores que, atualmente, ganham quase R$ 10 mil por mês, recebam o mesmo salário pago aos professores do município que gira em torno de R$ 1,5 mil. “Porque o nosso município tem piso nacional não condiz com a realidade da nossa cidade. O piso municipal do professor condiz com a realidade de Alfenas”, conta a advogada Carmen Romana.
Diárias
Os valores gastos com as diárias disponibilizadas aos políticos também estão sendo questionados e o movimento tem o apoio da OAB do município, que sugere a criação de um limite para o uso desse benefício. “Para não permitir que diárias sejam usadas sem necessidade e justificativa. Que exista uma lei regulamentando e impondo limites para utilização das diárias para que não sejam usadas de forma indiscriminada, sem critério e sem benefícios comprovados para o município”, diz o presidente da OAB de Alfenas, Daniel Murati.
Fonte: Extraída da EPTV Sul de Minas
