A informação levada aos cooperados da ASCARBE (Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Campo Belo) que haveria mudanças no aterro sanitário da cidade e que outra empresa de coleta de lixo seria responsável pelo serviço, levou os cooperados à Câmara de vereadores na segunda-feira (25/02). Entretanto, segundo alguns vereadores, na realidade, houve uma má interpretação da notícia levada aos trabalhadores. Os 17 pais (mães) de família cooperados na Associação não serão prejudicados. Haverá sim, uma empresa (que venceu a licitação na ordem de quase R$ 2 milhões) que coletará os resíduos sólidos. Mas antes, os catadores poderão separar os produtos recicláveis.
A medida foi uma determinação do Ministério Público, referente a um processo que se iniciou em 2012 e no ano de 2017 foi firmado um acordo na Comarca de Lavras, onde determinou-se que o descumprimento (participaram da reunião diversos representantes dos municípios da região) poderia acarretar a prisão do Prefeitos e do Secretários de Obras e Meio Ambiente. E a prisão do Prefeito de Campo Belo chegou a ser decretada pelo juiz criminal, Dr. Leonardo Guimarães, em janeiro de 2018.
Agora é necessário mais que nunca a conscientização da população para que os produtos recicláveis sejam separados. “Coleta seletiva agora depende muito da população. Antes de colocar o lixo para ser coletado, separar os matérias recicláveis”.
Na correspondência enviada ao Legislativo, os cooperados mostraram o desespero na iminência de perderem a renda e reforçaram o sustento de 17 famílias, que sobrevivem deste trabalho. Segundo eles, o atual secretário de obras, Saulo Lasmar teria dito aos cooperados que era necessária a baixa no CNPJ e em todas documentações, pois uma empresa de Nepomuceno faria o serviço de coleta de lixo. Fato que foi esclarecido ao DCB pelos vereadores: Marcos Vinicius, Voir Viana e José Maria Júnior.
Segundo o vereador José Maria, não acontecerá da forma exposta na correspondência que a Ascarbe enviou ao legislativo. A medida não atingirá os catadores. “Triagem não será excluída. A determinação ministerial não atinge a Associação. A determinação atinge somente a coleta de lixo. Os cooperados farão primeiro a reciclagem. A empresa que venceu a licitação deixará um contêiner no aterro (onde o lixo será depositado), mas após o trabalho realizado pelos cooperados da Ascarbe”, explicou o parlamentar.
O vereador Marcos Vinicius participou da licitação que ocorreu na Prefeitura na quarta-feira (27/02) e disse ao diário que duas empresas participaram do processo. “Uma de Nepomuceno (vencedora) e outra de Belo Horizonte. A da capital apresentou um orçamento fora da realidade, em torno de 10 milhões de reais. A empresa nepomucenense irá recolher o lixo do aterro e depositar em local apropriado. Mas a medida não irá atrapalhar os trabalhadores da reciclagem. Eles continuarão com as suas atividades normais. É uma exigência do prefeito Alisson de Assis Carvalho”, garantiu o parlamentar.
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